O mercado brasileiro de casamentos movimentou cerca de R$ 32 bilhões em 2025, segundo a Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos). Quando o olhar se amplia para o setor de eventos como um todo, esse volume chega a R$ 140,9 bilhões. Para Márcio Acorci, CEO da Wedy, o potencial desse segmento ainda é subestimado. "O mercado de eventos no Brasil é maior do que os mercados de delivery e ride-sharing somados", afirma. A percepção sobre o tamanho dessa oportunidade levou a startup gaúcha, fundada por Márcio e Daniel Tamiosso, a ampliar sua atuação para além dos casamentos e mirar um faturamento de R$ 10 milhões em 2026.
Criada para ajudar casais a organizar o casamento, a Wedy passou por uma transformação nos últimos dois anos e se posiciona hoje como uma plataforma voltada para qualquer tipo de celebração, de aniversários e chás de bebê a formaturas e festas corporativas. A mudança amplia o público da empresa e também seu modelo de negócio, que passou a atender não apenas consumidores, mas também fornecedores e prestadores de serviços do setor.
Para quem organiza um evento, a plataforma reúne funcionalidades como criação de sites personalizados, lista de presentes, confirmação de presença, comunicação com convidados e gerenciamento de informações. Já para fotógrafos, cerimonialistas, decoradores, DJs e outros profissionais do segmento, a empresa desenvolveu ferramentas voltadas à gestão financeira, contratos, organização de eventos e relacionamento com clientes.
A expansão também foi acompanhada pela inserção de recursos de Inteligência Artificial. Treinada a partir do histórico de mais de um milhão de eventos realizados na plataforma, a tecnologia cruza padrões de comportamento para orientar usuários durante o planejamento das celebrações. Em vez de substituir decisões, a IA funciona como uma assistente que acompanha as escolhas feitas ao longo da organização do evento e sugere próximos passos com base em experiências semelhantes.
Criada para ajudar casais a organizar o casamento, a Wedy passou por uma transformação nos últimos dois anos e se posiciona hoje como uma plataforma voltada para qualquer tipo de celebração, de aniversários e chás de bebê a formaturas e festas corporativas. A mudança amplia o público da empresa e também seu modelo de negócio, que passou a atender não apenas consumidores, mas também fornecedores e prestadores de serviços do setor.
Para quem organiza um evento, a plataforma reúne funcionalidades como criação de sites personalizados, lista de presentes, confirmação de presença, comunicação com convidados e gerenciamento de informações. Já para fotógrafos, cerimonialistas, decoradores, DJs e outros profissionais do segmento, a empresa desenvolveu ferramentas voltadas à gestão financeira, contratos, organização de eventos e relacionamento com clientes.
A expansão também foi acompanhada pela inserção de recursos de Inteligência Artificial. Treinada a partir do histórico de mais de um milhão de eventos realizados na plataforma, a tecnologia cruza padrões de comportamento para orientar usuários durante o planejamento das celebrações. Em vez de substituir decisões, a IA funciona como uma assistente que acompanha as escolhas feitas ao longo da organização do evento e sugere próximos passos com base em experiências semelhantes.
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"O nosso papel não é decidir pelo cliente. A Inteligência Artificial ajuda a construir uma árvore de decisão conforme cada evento vai sendo planejado, considerando o tipo de celebração, os gostos e as escolhas que a pessoa faz", explica Márcio. Segundo ele, as recomendações utilizam dados consolidados da plataforma, sem expor informações individuais dos usuários.
A expectativa de alcançar R$ 10 milhões em faturamento no próximo ano está apoiada em diferentes frentes. Além do crescimento natural do mercado de eventos no período pós-pandemia, a empresa aposta na expansão da base de fornecedores, que também se tornam um canal de aquisição de novos consumidores. "Quando um profissional utiliza a Wedy, ele também leva a plataforma para o cliente final. Isso fortalece nosso posicionamento e cria um ciclo de crescimento para os dois lados", afirma.
"O nosso papel não é decidir pelo cliente. A Inteligência Artificial ajuda a construir uma árvore de decisão conforme cada evento vai sendo planejado, considerando o tipo de celebração, os gostos e as escolhas que a pessoa faz", explica Márcio. Segundo ele, as recomendações utilizam dados consolidados da plataforma, sem expor informações individuais dos usuários.
Márcio Acorci, CEO da Wedy
WEDY/DIVULGAÇÃO/JC
A expectativa de alcançar R$ 10 milhões em faturamento no próximo ano está apoiada em diferentes frentes. Além do crescimento natural do mercado de eventos no período pós-pandemia, a empresa aposta na expansão da base de fornecedores, que também se tornam um canal de aquisição de novos consumidores. "Quando um profissional utiliza a Wedy, ele também leva a plataforma para o cliente final. Isso fortalece nosso posicionamento e cria um ciclo de crescimento para os dois lados", afirma.
Tecnologia para profissionalizar o mercado
Embora o consumidor tenha sido o foco inicial da startup, hoje parte importante da estratégia está voltada aos profissionais que trabalham nos bastidores dos eventos. A avaliação dos sócios é de que muitos empreendedores do setor ainda concentram processos em planilhas, cadernos, documentos espalhados e aplicativos de mensagens, o que dificulta a gestão do negócio e limita o crescimento das empresas.
"Existe uma resistência natural, porque muitos profissionais trabalham assim há muitos anos. Dentro da bagunça deles, conseguem se encontrar. O desafio é mostrar que a tecnologia não vem para complicar, mas para facilitar o trabalho", afirma Márcio.
"Existe uma resistência natural, porque muitos profissionais trabalham assim há muitos anos. Dentro da bagunça deles, conseguem se encontrar. O desafio é mostrar que a tecnologia não vem para complicar, mas para facilitar o trabalho", afirma Márcio.
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Segundo o executivo, a plataforma automatiza atividades como cobranças, confirmação de presença e envio de comunicações, permitindo que os empreendedores dediquem mais tempo ao atendimento dos clientes e ao planejamento dos eventos. Além do software, a empresa investe em workshops, mentorias e conteúdos voltados à profissionalização do setor.
Segundo o executivo, a plataforma automatiza atividades como cobranças, confirmação de presença e envio de comunicações, permitindo que os empreendedores dediquem mais tempo ao atendimento dos clientes e ao planejamento dos eventos. Além do software, a empresa investe em workshops, mentorias e conteúdos voltados à profissionalização do setor.
História da startup e novos horizontes
A história da Wedy começa em 2014, quando os sócios, ambos com formação em tecnologia, perceberam as dificuldades enfrentadas durante a organização do casamento de Daniel. Sem encontrar uma ferramenta que centralizasse todas as etapas do planejamento, decidiram desenvolver uma solução inicialmente voltada às próprias necessidades. A adesão de outros usuários mostrou que havia espaço para transformar a ideia em negócio.
A startup recebeu apoio de uma aceleradora ainda no primeiro ano de operação e, em 2017, captou investimentos com um grupo de investidores-anjo para acelerar o crescimento. Mesmo assim, segundo Márcio, a empresa sempre manteve uma operação financeiramente sustentável. "Nós sempre fomos lucrativos. As captações nunca foram para manter a operação, mas para acelerar o crescimento."
O momento mais desafiador veio com a pandemia. Com festas suspensas e celebrações canceladas, a receita da empresa caiu junto com todo o mercado de eventos. Em vez de interromper o desenvolvimento da plataforma, os fundadores aproveitaram o período para revisar a estratégia do negócio.
"Foi quando olhamos para os profissionais do setor e entendemos que eles eram tão impactados quanto nós. Muitos dependiam exclusivamente dos eventos para gerar renda", lembra o empreendedor.
Para os próximos anos, a empresa pretende ampliar esse ecossistema sem perder de vista aquilo que considera seu principal diferencial. "A tecnologia muda o tempo todo, mas a experiência do cliente nunca sai de moda. O nosso objetivo é continuar desenvolvendo soluções que encantem quem está celebrando e também quem trabalha para tornar esses momentos possíveis", afirma o CEO.
A startup recebeu apoio de uma aceleradora ainda no primeiro ano de operação e, em 2017, captou investimentos com um grupo de investidores-anjo para acelerar o crescimento. Mesmo assim, segundo Márcio, a empresa sempre manteve uma operação financeiramente sustentável. "Nós sempre fomos lucrativos. As captações nunca foram para manter a operação, mas para acelerar o crescimento."
O momento mais desafiador veio com a pandemia. Com festas suspensas e celebrações canceladas, a receita da empresa caiu junto com todo o mercado de eventos. Em vez de interromper o desenvolvimento da plataforma, os fundadores aproveitaram o período para revisar a estratégia do negócio.
"Foi quando olhamos para os profissionais do setor e entendemos que eles eram tão impactados quanto nós. Muitos dependiam exclusivamente dos eventos para gerar renda", lembra o empreendedor.
Para os próximos anos, a empresa pretende ampliar esse ecossistema sem perder de vista aquilo que considera seu principal diferencial. "A tecnologia muda o tempo todo, mas a experiência do cliente nunca sai de moda. O nosso objetivo é continuar desenvolvendo soluções que encantem quem está celebrando e também quem trabalha para tornar esses momentos possíveis", afirma o CEO.

