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Novo vendedor digital: como transformar influência em negócio

Confira as dicas de Amanda Ivanov, CEO da Imersão Agência
Durante muito tempo, a atuação de influenciadores esteve associada principalmente à visibilidade. As marcas contratavam perfis com grandes audiências para apresentar produtos, gerar alcance e aumentar seu reconhecimento. Esse mercado, no entanto, vem se tornando mais amplo, profissional e orientado a resultados.
Durante muito tempo, a atuação de influenciadores esteve associada principalmente à visibilidade. As marcas contratavam perfis com grandes audiências para apresentar produtos, gerar alcance e aumentar seu reconhecimento. Esse mercado, no entanto, vem se tornando mais amplo, profissional e orientado a resultados.
Afiliados, influenciadores de nicho e criadores de conteúdo gerado pelo usuário, os chamados UGC creators, formam uma nova força comercial. Eles não só divulgam produtos, mas demonstram usos, explicam benefícios, respondem a dúvidas, fortalecem a confiança do consumidor e, em muitos casos, participam diretamente da conversão em vendas.
1. Escolher influência por afinidade, não apenas por audiência
O número de seguidores deixou de ser o principal critério para uma parceria. Um perfil menor, mas com autoridade em determinado tema e uma comunidade engajada, pode gerar mais confiança e resultados do que uma personalidade com milhões de seguidores. Essa análise é essencial, porque toda parceria funciona como uma associação de reputações.
2. Transformar creators em parceiros de conteúdo
Os UGC creators ganharam espaço por produzirem conteúdos que se aproximam da linguagem cotidiana das redes sociais. As empresas também podem aproveitar esses materiais em anúncios, redes próprias, páginas de produtos, apresentações comerciais e ações de relacionamento.
3. Integrar influência, vendas e reputação
Programas de afiliados costumam ser avaliados apenas pelo número de vendas ou pelo uso de cupons. Embora a conversão seja importante, ela não revela todo o impacto de uma parceria. Um creator pode não gerar uma venda imediata, mas fortalecer a confiança e a lembrança da marca ao longo da jornada do consumidor.
Por isso, as marcas devem observar indicadores comerciais e reputacionais. Alcance, engajamento, tráfego, menções, qualidade das interações, crescimento da comunidade e conversão fazem parte da mesma jornada.
4. Preparar os novos porta-vozes da marca
Ao apresentar produtos e serviços, afiliados e influenciadores tornam-se porta-vozes da marca. Sem informações adequadas, podem cometer erros, criar expectativas equivocadas ou comunicar mensagens incompatíveis com a estratégia do negócio. As empresas precisam oferecer briefings claros, materiais de apoio e canais para esclarecer dúvidas.
Isso não significa controlar completamente a fala do creator. A autenticidade é um dos principais ativos desse mercado. O objetivo deve ser oferecer informações suficientes para que o conteúdo seja verdadeiro, coerente e responsável.
5. Construir relacionamentos contínuos, não ações isoladas
Parcerias pontuais podem gerar alcance, mas relações de longo prazo tendem a construir mais credibilidade. Quando um creator acompanha a evolução da marca e utiliza seus produtos de forma recorrente, a recomendação se torna mais natural para o público.
O maior potencial está justamente na criação de uma rede de pessoas que conheçam a empresa, compreendam seu posicionamento e tenham interesse genuíno em manter essa conexão.