Está chegando ao fim a Copa do Mundo de 2026. Não é como esperávamos, já que o Brasil ficou pelo caminho. Mas esse grande evento esportivo sempre provoca insights interessantes que podem ser aplicados em diferentes frentes, inclusive no empreendedorismo. Aqui no GeraçãoE, falamos muito sobre as oportunidades de negócio que surgem para atender à demanda ocasionada pelos jogos neste último mês.
Mas agora, com a final marcada para o próximo domingo (19), o que fica da Copa já que o hexa não veio? Para mim, alguns pontos da competição deste ano podem ser comparados ao universo dos negócios. A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções. Foram 104 jogos, 40 a mais que os 64 da edição de 2022. Além do retorno de seleções que há tempos não passavam pela Copa do Mundo, países fizeram sua estreia na competição, como Uzbequistão, Jordânia, Curaçao e Cabo Verde, que roubou a cena frente seleções gigantes, como Argentina e Espanha, protagonizando partidas emocionantes e mobilizando a torcida brasileira, mostrando o poder que identificação pode ter na hora de escolher para quem torcer (ou de que empresa comprar).
Antes do início do torneio, muito se falou que o maior número de seleções poderia enfraquecer o nível da competição. Mas o que percebi, como espectadora, foi justamente o contrário. Ver a emoção dos torcedores de diferentes nacionalidades com o simples fato de suas seleções estarem em campo foi contagiante. Para nós, brasileiros, isso parece distante, já que participamos de todas as Copas. Mas a lição que fica é que não tem conquista trivial: a régua é própria, cada um tem a sua. E isso serve também para os negócios. Olhar a concorrência, buscar inspiração é muito válido — e deve ser feito. Mas celebrar as conquistas olhando para as nossas próprias metas faz com que o copo esteja mais vezes meio cheio.

