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Cinco reflexões práticas sobre como despertar atenção do público em um mercado competitivo

Antônio Brocker Junqueira é diretor criativo e fundador da agência A27
Histórias sempre foram a forma mais poderosa de conexão humana. Antes de uma marca ser lembrada, antes de um produto ser desejado e antes de uma ideia ganhar o mundo, existe uma narrativa capaz de dar sentido a tudo isso. Mas como se diferenciar em um mercado em que todos disputam o mesmo olhar, o mesmo clique e o mesmo segundo? Compartilho cinco reflexões práticas sobre como gerar atenção sem se tornar apenas mais uma interrupção.
Histórias sempre foram a forma mais poderosa de conexão humana. Antes de uma marca ser lembrada, antes de um produto ser desejado e antes de uma ideia ganhar o mundo, existe uma narrativa capaz de dar sentido a tudo isso. Mas como se diferenciar em um mercado em que todos disputam o mesmo olhar, o mesmo clique e o mesmo segundo? Compartilho cinco reflexões práticas sobre como gerar atenção sem se tornar apenas mais uma interrupção.
1. Aproximar a marca da arte com autenticidade
Quando uma marca se aproxima da arte de forma genuína, ela deixa de falar apenas de produto, serviço ou posicionamento. Passa a construir um universo próprio. E marcas que constroem universos criam repertório, pertencimento e conexão.
Isso não significa patrocinar qualquer espetáculo, associar-se a qualquer artista ou transformar a arte em mais uma ferramenta de mídia. O desafio está em compreender qual território cultural faz sentido para aquela marca e como entrar nesse universo sem oportunismo, oferecendo uma contribuição real.
Afinal, a arte não existe para salvar marcas vazias. Ela potencializa marcas que têm algo a dizer. Em um tempo em que quase tudo parece replicável, talvez a arte seja um dos poucos caminhos capazes de devolver presença, sensibilidade e autenticidade às marcas.
2. Unir o produto à sua história
Um produto-história vai além da função prática. Ele carrega uma narrativa, um significado ou um contexto capaz de gerar conexão emocional com as pessoas. Não é adquirido apenas pelo que faz, mas pelo que representa.
Na A27, desenvolvemos o conceito de produto-história a partir da ideia de que objetos cotidianos podem deixar de ser apenas úteis para se tornarem veículos narrativos.
Mais do que criar produtos, queremos criar vínculos. E cada produto-história nasce justamente da vontade de transformar matéria em memória, função em afeto e objetos em pequenas histórias capazes de permanecer.
3. Fazer a marca ir além
Marcas que se destacam são aquelas que se posicionam com clareza, constroem valor e geram resultados. Uma marca que vai além é aquela que performa com excelência em três dimensões: essência, voz e espelho.
A essência é o núcleo interno da marca, aquilo que sustenta suas decisões e dá coerência ao seu posicionamento. A voz representa a forma como a marca se apresenta ao mercado e se comunica com seus públicos. Já o espelho reflete como a marca é percebida, lembrada e sentida pelas pessoas.
O alinhamento entre esses três elementos é o que fortalece a construção de valor ao longo do tempo.
4. Utilizar dados para a tomada de decisão
Dados, pesquisa e leitura de contexto devem servir como base para decisões estratégicas. Nesse cenário, a tecnologia é tratada como ferramenta, e não como discurso.
Atuamos com contato direto, processos claros e visão de negócio, porque entendemos que marca é um ativo. A publicidade só cumpre seu papel quando impulsiona negócios por meio das marcas e constrói valor de forma consistente.
Tomar decisões de branding baseadas em evidências significa combinar a visão do público, a análise de especialistas e as informações que os algoritmos são capazes de oferecer. O objetivo é transformar diferentes perspectivas em indicadores comparáveis que apoiem escolhas mais qualificadas.
5. Ser fiel à própria narrativa
Em um ambiente de constantes mudanças e tendências passageiras, a coerência continua sendo um diferencial competitivo. Marcas que mantêm consistência entre discurso e prática constroem confiança, fortalecem sua reputação e criam relações mais duradouras com seus públicos.
Ser fiel à própria narrativa não significa permanecer estático, mas evoluir sem perder a essência. É essa coerência que transforma posicionamento em credibilidade e comunicação em conexão genuína.