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Cinco movimentos de consumo que marcaram a Natural Tech

Confira os insights de Giovana Freitas, head de relacionamento e inovação da agência Matriz
Reconhecida como a maior feira de produtos naturais, orgânicos e de bem-estar da América Latina, a Naturaltech reúne mais de 1,7 mil marcas, 836 expositores e cerca de 61 mil visitantes de 42 países. Além de ser uma vitrine de tendências, o evento promove palestras, experiências gastronômicas, rodadas de negócios e espaços dedicados à inovação. A edição de 2026 aconteceu entre os dias 10 e 13 de junho em São Paulo. Giovana Freitas, head de relacionamentos e inovação da agência Matriz, compartilha cinco insights da feira. 
Reconhecida como a maior feira de produtos naturais, orgânicos e de bem-estar da América Latina, a Naturaltech reúne mais de 1,7 mil marcas, 836 expositores e cerca de 61 mil visitantes de 42 países. Além de ser uma vitrine de tendências, o evento promove palestras, experiências gastronômicas, rodadas de negócios e espaços dedicados à inovação. A edição de 2026 aconteceu entre os dias 10 e 13 de junho em São Paulo. Giovana Freitas, head de relacionamentos e inovação da agência Matriz, compartilha cinco insights da feira. 

1. União de categorias

Um dos movimentos mais presentes na feira foi a combinação de diferentes atributos em um mesmo produto. Em vez de comunicar apenas um diferencial, as marcas estão buscando entregar múltiplos benefícios de forma integrada, como fibra mais proteína, prebióticos mais leveza ou energia mais bem-estar. O foco deixa de ser um único atributo e passa a ser uma proposta de valor mais completa para o consumidor.

2. Fracionamento e novas porções de consumo

Chamou atenção o aumento de produtos com embalagens menores e formatos fracionados. Esse movimento parece refletir uma mudança no comportamento de consumo, marcada pela busca por porções mais adequadas às necessidades individuais e por um consumo mais consciente. Também pode estar relacionado aos impactos dos medicamentos à base de GLP-1 e aos novos hábitos alimentares que vêm ganhando espaço.

3. Simplificação das formulações

A redução do número de ingredientes apareceu como uma prioridade para muitas marcas. O conceito de clean label segue forte, mas agora com uma preocupação ainda maior em tornar os rótulos mais simples, transparentes e fáceis de compreender. O objetivo é aproximar o consumidor da composição do produto, gerando mais confiança e percepção de qualidade.

4. Saúde como protagonista

Em diversas categorias, a saudabilidade assumiu o papel principal na proposta de valor dos produtos. Diferentemente de mercados tradicionalmente guiados pelo sabor, muitas marcas apresentadas partem de um benefício funcional claro, como saúde intestinal, imunidade ou bem-estar, e utilizam o sabor como um complemento à experiência. O benefício vem primeiro; o prazer de consumo acompanha essa entrega. Um exemplo claro desse movimento são as bebidas prebióticas. Diferentemente dos refrigerantes tradicionais, cuja principal proposta de valor está associada ao sabor, à indulgência e à experiência de consumo, as bebidas prebióticas se posicionam a partir de um benefício funcional: a saúde intestinal. O consumidor é atraído, em primeiro lugar, pela promessa de bem-estar e pelos impactos positivos do produto na sua saúde. O sabor continua sendo importante, mas assume um papel secundário, atuando como um facilitador para a recorrência do consumo. Em outras palavras, a lógica de construção de valor se inverte: enquanto o refrigerante vende sabor e entrega prazer, as bebidas prebióticas vendem saúde e utilizam o sabor para tornar essa entrega mais agradável.

5. Experiências alinhadas ao propósito da marca

Os estandes deixaram de ser apenas espaços de exposição e passaram a atuar como extensões do posicionamento das marcas. As experiências oferecidas buscavam traduzir seus propósitos na prática, criando momentos de conexão genuína com o público. Como, por exemplo, quadras de Beach tenis, aulas de spinnig. É mais um reflexo da evolução do ponto de venda, que passa a ser entendido como um espaço de relacionamento, experimentação e construção de vínculo emocional.