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Cinco tendências que a Geração Z está trazendo para os casamentos

Camila Paludo é estilista e trabalha com vestidos de noivas em Garibaldi
Quando a pandemia chegou, em 2020, os jovens nascidos entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 estavam exatamente na idade em que as gerações anteriores descobriam as festas, os bares e a vida noturna. Esse rito de passagem simplesmente não aconteceu. E quando o mundo reabriu, algo havia mudado, pois essa geração não voltou para as baladas na mesma frequência. Dados da ONG Cisa mostram que 2 em cada 10 brasileiros entre 18 e 24 anos consomem álcool no máximo uma vez ao mês, quase metade não bebe nunca. A Gen Z bebe 20% menos que os millennials, segundo a World Finance.
Sem a fase das festas para atravessar, os relacionamentos amadureceram mais rápido e o casamento virou o próximo passo natural. Para quem atua no setor nupcial, isso representa uma virada de chave. Uma nova consumidora chegou ao mercado, ela é mais jovem, mais conectada e com um olhar estético muito próprio sobre o que quer celebrar.
Quando a pandemia chegou, em 2020, os jovens nascidos entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 estavam exatamente na idade em que as gerações anteriores descobriam as festas, os bares e a vida noturna. Esse rito de passagem simplesmente não aconteceu. E quando o mundo reabriu, algo havia mudado, pois essa geração não voltou para as baladas na mesma frequência. Dados da ONG Cisa mostram que 2 em cada 10 brasileiros entre 18 e 24 anos consomem álcool no máximo uma vez ao mês, quase metade não bebe nunca. A Gen Z bebe 20% menos que os millennials, segundo a World Finance.
Sem a fase das festas para atravessar, os relacionamentos amadureceram mais rápido e o casamento virou o próximo passo natural. Para quem atua no setor nupcial, isso representa uma virada de chave. Uma nova consumidora chegou ao mercado, ela é mais jovem, mais conectada e com um olhar estético muito próprio sobre o que quer celebrar.
Quem observa esse movimento de perto é Camila Paludo, estilista e fundadora do Camila Paludo Atelier, em Garibaldi, que atende noivas de todo o Brasil e do exterior. Para ela, cinco fatores explicam essa transformação e todos impactam diretamente o mercado. Confira as reflexões da empreendedora:
1. O fim das baladas
A geração que tem 30 anos viveu a fase das baladas. Essa geração não teve isso e continuou não tendo. A gente não observa mais as meninas usando salto para sair como antes. O que vemos são pessoas namorando mais novas e automaticamente tendo o casamento como próximo passo.
2. O fator religioso
Muitas meninas católicas e cristãs têm esse viés e acabam tendo casamentos mais cedo. É um ponto muito importante a se observar nesse mercado. A geração anterior priorizava trabalho e adiava o casamento. A geração de agora não tirou o foco do trabalho, mas fortificou a ideia de que o casamento vem antes.
3. A influência da mídia e das influenciadoras
O terceiro fator é cultural. Influenciadoras jovens que se tornaram mães cedo e com grande visibilidade normalizam e aceleram esse comportamento entre suas seguidoras. A gente consegue observar muito esse fator das meninas mais jovens casando por esse caminho também.
4. Decoração com tecidos e velas
A mudança na estética das festas é uma das mais visíveis para quem atua no setor. Drapeados, cortinas e painéis de diferentes texturas estão substituindo — ou dividindo protagonismo com — os tradicionais arranjos florais, sempre acompanhados de velas em abundância. Os tecidos têm muita força agora na decoração. A gente sai um pouco das flores e vai para os tecidos e velas. O efeito é de uma intimidade sofisticada.
5. Identidade visual personalizada
O casamento como extensão da personalidade do casal se manifesta em cada detalhe, com papelaria, sinalização, comunicação visual com pets, músicas e histórias do casal. Mas também chega ao look da noiva. Há uma forte demanda por véus e capas em formatos diferentes, bordados afetivos e cor, rompendo com o branco absoluto. E até o buquê se reinventa, são menores, inusitados, ou trocados por uma única flor, gesto que a própria Camila fez no seu casamento. Esse efeito de buquês diferentes está muito em alta. A noiva Gen Z não quer seguir o roteiro, quer escrever o seu.