Isadora Jacoby

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Editora do GeraçãoE

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Drops do GeraçãoE

Posicionamento das marcas acompanha mudanças geracionais

Elis Radmann, diretora do IPO, garante que é preciso entender as mudanças trazidas pelas novas gerações consumidoras
Responsável pela pesquisa do Marcas de Quem Decide, a cientista social e política e diretora do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), Elis Radmann, foi uma das palestrantes do momento dedicado a conteúdo e branding no Marcas de Quem Decide 2026. A pesquisadora destacou o impacto das mudanças geracionais na forma como as marcas se posicionam no mercado. "O mundo está em transformação, nós estamos em transformação. As leituras de mundo que tínhamos estão se alterando. E se as percepções estão se alterando, as marcas precisam se renovar constantemente. Hoje, se pensarmos do ponto de vista geracional, separando dois grandes grupos, temos a geração Z, que está na faixa dos seus 20 anos, e a geração Alfa, que está nos 10 a 14 anos. Dois grupos muito conectados à internet, com uma sabedoria do ponto de vista digital infinita, já se relacionando com a IA, mas com mais tempo de uso de tela, menos tempo de vida social, fazendo com que suas preferências e seus hábitos de consumo estejam mais relacionados às dicas do algoritmo do que à sua rede de relação familiar ou de amigos. Isso faz com que as marcas tenham que olhar para esses fenômenos, saber que esses jovens têm outros olhares", adverte a diretora do IPO.
Responsável pela pesquisa do Marcas de Quem Decide, a cientista social e política e diretora do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), Elis Radmann, foi uma das palestrantes do momento dedicado a conteúdo e branding no Marcas de Quem Decide 2026. A pesquisadora destacou o impacto das mudanças geracionais na forma como as marcas se posicionam no mercado. "O mundo está em transformação, nós estamos em transformação. As leituras de mundo que tínhamos estão se alterando. E se as percepções estão se alterando, as marcas precisam se renovar constantemente. Hoje, se pensarmos do ponto de vista geracional, separando dois grandes grupos, temos a geração Z, que está na faixa dos seus 20 anos, e a geração Alfa, que está nos 10 a 14 anos. Dois grupos muito conectados à internet, com uma sabedoria do ponto de vista digital infinita, já se relacionando com a IA, mas com mais tempo de uso de tela, menos tempo de vida social, fazendo com que suas preferências e seus hábitos de consumo estejam mais relacionados às dicas do algoritmo do que à sua rede de relação familiar ou de amigos. Isso faz com que as marcas tenham que olhar para esses fenômenos, saber que esses jovens têm outros olhares", adverte a diretora do IPO.
Para elucidar de que forma as marcas devem olhar para os novos consumidores que chegam ao mercado, Elis traz o conceito da sociologia chamado individuação. "O que diferencia do individualismo é que essa galera vai dizer que ser egoísta é uma qualidade. Primeiro eu, depois o outro. Se está tudo bem ser egoísta, vai fazer com que a marca tenha que ter uma narrativa personalizada. E as marcas vão ficar cada vez mais dependentes de uma comunicação do ponto de vista do algoritmo", complementa.
Mesmo entre as novas gerações, há diferenças vindas de contextos sociais, o que deve ser levado em consideração na hora de elaborar uma estratégia de marca. "É como se tivéssemos que pensar no nicho dentro do nicho", define Elis. 
Para a pesquisadora, a comunicação transparente é um pilar para a construção de uma marca que será lembrada ao longo dos anos e das gerações. "Para ter uma marca lembrada, tem que entregar aquilo que promete. Investir em comunicação, colocar orçamento para mídia digital, para mídia offline, é o tradicional. Mas não adianta a comunicação da empresa ser extremamente eficiente, e o produto não entregar. Aquilo que você promete, você tem que cumprir", garante.