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Motivação para empreender

Juliana Baptista é sócia do delivery Onigiri Ninja, em Porto Alegre
É bem verdade que nesse mundo de meu Deus, os autênticos e inusitados acabam se destacando por coisas das mais variadas categorias. Então, imagine uma caixinha para cada categoria aleatória, em cada uma destas caixinhas, existe um conhecimento adquirido que transborda e se traduz em um descontentamento de não conseguir ver todo seu potencial ser aproveitado para algo digno, justo e incrível.
É bem verdade que nesse mundo de meu Deus, os autênticos e inusitados acabam se destacando por coisas das mais variadas categorias. Então, imagine uma caixinha para cada categoria aleatória, em cada uma destas caixinhas, existe um conhecimento adquirido que transborda e se traduz em um descontentamento de não conseguir ver todo seu potencial ser aproveitado para algo digno, justo e incrível.
Nessa trajetória, venho me deparando com situações que devo compartilhar, e acho que usar um modelo ilustrativo é bem divertido, então, eis o modelo transteórico da motivação para o empreendedorismo, simplesmente porque tudo depende de motivação e como lidar com ela.
1. Pré-contemplação: Aqui a tal caixinha ainda não transbordou, mas provavelmente alguém já falou que você deveria ter seu próprio negócio ou largou aquela máxima “tu já pensou em trabalhar na NASA?”. Você ainda não entendeu que seu lugar talvez deva ser outro.
2. Contemplação: Você começa a ver que suas ideias ultrapassam ou divergem do que seu emprego ou situação atual lhe exigem, você reconhece que já não consegue se satisfazer com o que está fazendo e se percebe fazendo planos e comparações de prós e contras para sair da zona de conforto assalariada.
3. Preparação: Tudo ganha forma, mesmo que ainda no virtual ou imaginário. Você decidiu agir e no meu caso, nesse momento estávamos nos dedicando ao marketing digital para incitar muita curiosidade em nossos futuros clientes, nosso produto ganhou forma, primeiramente, no pensamento das pessoas.
4. Ação: Você se lança no mercado, de forma modesta talvez, mas já carrega uma expectativa que teu cérebro tenta ignorar. Lembro do primeiro dia que abrimos o delivery, fazendo toda a preparação valer à pena, pois vendemos tudo que produzimos em apenas uma hora, verdade que fomos modestos em nossa produção naquele dia, mas confesso que, quase diariamente dali em diante, tivemos (e ainda temos) que aumentar o que produzimos.
5. Manutenção: Como manter o que alcançou até aqui? Não existe receita de bolo, mas: busque produtos e técnicas diferenciadas; conheça seu público; saiba dizer adeus a itens ou práticas que não rendem o que você esperava; torne seus clientes seus amigos; e quando a caixinha estiver transbordando novamente, expanda! Compartilhe seu conhecimento sem medo de concorrência, afinal, o que você entrega, ninguém mais entrega.
6. Recaída: Quando as vendas diminuem e/ou você se questiona se está no caminho certo, desanima, deixa de inovar e se dedicar ao seu negócio. Lembre-se de voltar o mais rápido possível para a etapa de preparação, para rever o que precisa ser modificado e melhorar sua ação no mercado.