Júlia Fernandes

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Repórter

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Negócios

Operando há seis meses na Barra da Tijuca, galeteria da Serra Gaúcha planeja novo ponto no Rio

De acordo com Paulo Geremia, sócio fundador do Di Paolo, a escolha do ponto foi um processo estratégico baseado em pesquisas
Com três décadas de história, a rede de restaurantes Di Paolo chegou há seis meses ao Rio de Janeiro. Localizado no Casa Shopping, no bairro Barra da Tijuca, o empreendimento tem a proposta de apresentar aos cariocas o prato típico da imigração italiana, o galeto al primo canto.

De acordo com Paulo Geremia, sócio-fundador da marca, a escolha do ponto foi um processo estratégico baseado em pesquisas, afinidade cultural e características. No fim, o local foi escolhido pela forte presença de gaúchos e pelo intenso fluxo turístico da região.

“Quando começamos a expansão da marca, a gente mapeou e fez uma pesquisa que apontou 90 lugares que poderíamos abrir, mas 45 desses tinham que ser com a nota máxima”, conta Paulo. “São Paulo foi o principal, onde já abrimos nove restaurantes. Temos dois no Paraná e dois em Santa Catarina também”, detalha. “O Rio de Janeiro foi selecionado por ser uma grande metrópole com forte presença de gaúchos residentes”, afirma.
Com três décadas de história, a rede de restaurantes Di Paolo chegou há seis meses ao Rio de Janeiro. Localizado no Casa Shopping, no bairro Barra da Tijuca, o empreendimento tem a proposta de apresentar aos cariocas o prato típico da imigração italiana, o galeto al primo canto.

De acordo com Paulo Geremia, sócio-fundador da marca, a escolha do ponto foi um processo estratégico baseado em pesquisas, afinidade cultural e características. No fim, o local foi escolhido pela forte presença de gaúchos e pelo intenso fluxo turístico da região.

“Quando começamos a expansão da marca, a gente mapeou e fez uma pesquisa que apontou 90 lugares que poderíamos abrir, mas 45 desses tinham que ser com a nota máxima”, conta Paulo. “São Paulo foi o principal, onde já abrimos nove restaurantes. Temos dois no Paraná e dois em Santa Catarina também”, detalha. “O Rio de Janeiro foi selecionado por ser uma grande metrópole com forte presença de gaúchos residentes”, afirma.
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A localização permite captar diferentes perfis, o público de escritórios para o almoço durante a semana, e turistas e famílias à noite e nos fins de semana. O turismo, especificamente, é apontado como um grande ativo para os negócios do grupo.

Logística e cardápio

Levar os produtos tradicionais do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro envolveu uma série de desafios logísticos e estratégicos. Segundo Paulo, o maior objetivo da logística é garantir o mesmo padrão e qualidade em todas as unidades. Para isso, o Di Paolo desenvolveu um sistema de entregas semanais que partem do Rio Grande do Sul para todas as casas espalhadas pelo País. “Desde o capeletti que nós produzimos, o tortei, o nhoque, o galeto, que é aqui da Granja Pinheiro, em Nova Petrópolis”, conta.

Paulo destaca alguns desafios do restaurante do Rio de Janeiro. Devido à distância geográfica da unidade, torna-se obrigatório homologar bem os fornecedores locais para complementar o que não vem diretamente do Rio Grande do Sul, garantindo mais eficiência na operação. “Lá tudo é muito distante, então tivemos que considerar essas questões”, pondera. Outro ponto é a diferença de tributação para negócios de outras regiões — inclusive é um dos desafios logísticos da expansão na cidade —, pois acaba gerando custos mais altos no transporte de mercadorias e insumos gaúchos para o Rio de Janeiro.

Além do galeto, na unidade do Rio de Janeiro e de outros estados o cardápio foi adaptado para incluir três cortes de carne nobre. “Lá, legumes e grelhados foram um acréscimo muito positivo, porque eles gostam muito. Temos essas duas opções, a da nossa autêntica sequência italiana e das carnes.” A inclusão foi feita porque o grupo percebeu que, diferentemente dos turistas que buscam prioritariamente o galeto, o público local é muito atraído por carnes, especialmente durante o jantar. 

Mão de obra carioca

A gestão de pessoas foi um dos maiores investimentos para garantir que a alma do galeto de Bento Gonçalves não se perdesse no Rio. Para a inauguração do restaurante, a equipe contratada do Rio de Janeiro foi para São Paulo para um treinamento intensivo entre 60 e 90 dias.
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Paulo conta que a estratégia de expansão do Di Paolo envolve o deslocamento de profissionais experientes, como nutricionistas, cozinheiros, churrasqueiros e gerentes das unidades antigas para as novas.

Apesar do treinamento intensivo e da atuação de colaboradores das unidades mais antigas, Paulo destaca a eficiência e qualidade da mão de obra carioca. “Contratamos cerca de 35 funcionários e foi uma bela surpresa. O carioca trabalha muito, é um povo muito trabalhador, que entende a demanda, é muito disciplinado”, afirma.

Expansão na Cidade Maravilhosa

Paulo acredita que o Rio de Janeiro é uma praça de grande potencial. Por esse motivo, já olha para a possibilidade de abrir novas unidades na Zona Sul, como no bairro Botafogo. “O Rio de Janeiro é uma cidade que não tem como ficar de fora do plano de expansão de grandes marcas. A cidade tem a terceira maior população de capitais”, destaca.

O fundador do Di Paolo acrescenta que os empreendedores que olham para a cidade como possibilidade de expandir seus negócios devem olhar com atenção para alguns critérios, como acessibilidade e segurança. Segundo ele, a escolha do ponto deve priorizar a acessibilidade e a segurança de chegada, sendo esses fatores decisivos para o sucesso.
“O ponto é bem decisivo, e a formação de mão de obra é obrigatória. Tem que formar dentro do teu padrão, do teu perfil. Além disso, é importante homologar bem os seus fornecedores, contando sempre com a distância”, indica, destacando que é imprescindível ter um bom caixa, uma boa verba. “No Rio de Janeiro, a concorrência é outro nível”, alerta.