Todas (ou quase todas) as empresas desejam perpetuar seus negócios por muitos e muitos anos. Mas poucas param para encarar uma premissa essencial: não existe longevidade empresarial sem planeta e sem recursos naturais.
A preocupação financeira é legítima e crucial para a saúde de qualquer empresa. Ainda assim, existe um jeito mais inteligente de tratar essa pauta: enxergar sustentabilidade como gestão de risco, eficiência e visão de futuro.
1. A dor é mais urgente que o “propósito”
Para quem trabalha com sustentabilidade, às vezes é desconfortável admitir, mas a verdade é que antes de entrar no lado inspirador do impacto ambiental, é preciso traduzir a pauta em dores que a instituição reconhece, como custos altos e sem retorno, riscos, mão de obra, imagem institucional, exigências legais, etc. Mesmo quando o propósito é genuíno, a mudança só se sustenta quando vira prática viável e contínua. Afinal, a única maneira de realizar uma mudança efetiva no mundo é torná-la rentável.
2. Sustentabilidade é investimento: enxergue como eficiência
Na prática, muitas empresas querem avançar nas pautas ESG, mas ainda enxergam a sustentabilidade como custo e, por isso, acabam deixando para depois. O ponto é mudar a lente: iniciativas sustentáveis também são iniciativas de eficiência operacional, como reduzir desperdício, otimizar insumos, diminuir retrabalho, aumentar controle e fortalecer a imagem e a reputação institucional.
3. O que não é mensurável não é gerenciável
3. O que não é mensurável não é gerenciável
Assim como todas as áreas do negócio têm indicadores para mensurar performance, sustentabilidade deve seguir o mesmo caminho. Comece com poucos indicadores, indo do simples ao mais elaborado, e acompanhe com regularidade, focando no que mais traz retorno para a empresa: geração e destinação de resíduos, consumo de água e energia, desperdício, emissões estimadas, reaproveitamento e circularidade, entre outros.
4. Busque coerência e comece pelo que está mais perto
4. Busque coerência e comece pelo que está mais perto
O erro comum é querer abraçar o mundo e acabar não mudando nada. O caminho mais eficaz é começar pelo que está ao alcance: processos internos, compras, descarte de resíduos, cultura da equipe e decisões do dia a dia. Sustentabilidade é um investimento de longo prazo. O mais importante é ter consistência, avançar aos poucos, ajustar processos e fortalecer a cultura, sem esperar “o cenário ideal” para agir.
5. Troque “ações pontuais” por cultura e rotina
5. Troque “ações pontuais” por cultura e rotina
Sustentabilidade não é um evento, uma campanha ou um post bem-feito. É rotina, padrão e, principalmente, disciplina. Empresas maduras não dependem de pessoas superengajadas para fazer o certo. Elas criam processos, definem responsáveis, treinam times e fazem o que tem que ser feito, entendendo que a ação de agora é o resultado que será alcançado no futuro.
Em resumo, no fim do dia, você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa (ou ao menos deveria) e pelo impacto que gera. Toda operação deixa uma marca no mundo e o que nos cabe escolher é que tipo de marca será: positiva ou negativa.
No fim, cuidar do planeta é cuidar do lugar onde a empresa existe, opera e cresce. É cuidar da casa dos seus colaboradores, dos seus clientes e da própria sociedade que sustenta o seu mercado.

