A disputa pela atenção já é uma tônica contemporânea, visto que estamos cada vez mais conectados em diferentes plataformas ao mesmo tempo. "Nem comentamos mais como algo novo, porque já está implícito ao nosso dia a dia. Trabalhar atenção é um desafio. Todo mundo quer um vídeo viral, um post no Linkedin cheio de comentários. Todo mundo quer captar essa atenção", reflete Fausto.
Mas é claro que, em momentos em que um tema domina as timelines, é ainda mais desafiador para os empreendedores entrarem na conversa. "Pelo viés do digital e do tráfego pago, vamos ter uma competição de atenção. As pessoas não vão estar propensas a dar atenção para algo habitual, porque elas vão estar envolvidas com a Copa, com as eleições, que é um momento que acaba também pulverizando essa atenção. O primeiro viés é que isso eleva o custo. Quem for trabalhar com tráfego pago, vai pagar mais, porque existe uma demanda maior. E, além disso, eu vou precisar ser mais criativo e mais assertivo na minha mensagem", afirma João.
O especialista em marketing de influência ressalta que, mesmo embarcando nos assuntos do momento, é preciso entender de que forma aquilo se comunica com o público do negócio. "Todo mundo está falando da Copa, mas se eu falar só disso eu não vou fazer diferença. É um ano que dá uma mascarada nas estratégias, porque a gente vai ter essa competição da atenção, relação de valores bem alterada. Tem que entender o que faz sentido para ser assertivo. Marketing de oportunidade é entendimento do público. Se ele tem um humor mais rápido, a trend faz sentido. Tem que monitorar as tendências seja manualmente ou usando ferramentas", afirma.
Quando temas de grande proporção entram em cena, como Oscar, Copa do Mundo, eleições, Carnaval, entre tantos outros, a disputa por atenção deixa de ser uma concorrência entre negócios do mesmo segmento. Nestes grandes eventos, todas as empresas disputam o olhar dos consumidores com os temas dominantes. "O tema política vai ser conversa até de Linkedin, vai ocupar espaço e vai dificultar as outras campanhas. A corrida pela atenção está disputando posição e budget com outros segmentos, e não com o seu concorrente direto. É bem complexo de administrar", pondera Fausto.

