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Dicas para gerir um negócio gastronômico de sucesso

Com 15 anos de carreira voltados à gestão de negócios, Claudio Meireles decidiu focar no segmento de gastronomia
Ao longo de 15 anos atuando no mercado de lojas, bares e restaurantes, Claudio Roberto Meireles construiu uma trajetória baseada em compromisso, criatividade e gestão.
Ao longo de 15 anos atuando no mercado de lojas, bares e restaurantes, Claudio Roberto Meireles construiu uma trajetória baseada em compromisso, criatividade e gestão.
Hoje, o empreendedor foca em estabelecimentos gastronômicos, para elevar a qualidade do serviço e otimizar a experiência do cliente, aprimorando processos e controles operacionais
1. Pilar das Empresas

As pessoas são o verdadeiro pilar de qualquer empresa. Sem um time treinado e motivado, a qualidade produtiva cai e as empresas não conseguem se manter no mercado. No cenário em que vivemos, onde a Inteligência Artificial e a automação estão avançando rapidamente, o fator humano tornou-se o principal diferencial competitivo. Não adianta apenas pensar no fator externo sem cuidar e orientar as pessoas que tocam o negócio diariamente.

Como manter um time motivado e evitar o turnover:
  • Reuniões diárias para alinhar a operação e traçar metas, reconhecendo publicamente esforços e pequenas vitórias.
  • Feedbacks contínuos diretos e assertivos, não apenas para cobrar resultados, mas para ouvir o time.
  • Simulações de atendimento que esclareçam os padrões da empresa.
  • Treinamentos de cardápio e operacionais.
  • Escuta ativa para entender o que os motiva.
  • Campanhas e premiações individuais e em grupo.
  • Carga horária mais flexível, pois sabemos que um time cansado não ganha jogo.
2. Planejamento Estratégico

O sucesso do planejamento estratégico é um passo muito importante para tirar os planos do papel e transformá-los, junto ao time, em resultados concretos. É a transformação de ideias em ação, que se traduz em metas mensuráveis de curto/médio prazo. Para que isso seja possível, precisamos ter clareza nas tarefas:
  • Definição de responsáveis: deve estar claro quem executa, e essa definição deve fazer parte da rotina de trabalho com revisões frequentes.
  • Fluxo de trabalho: o caminho que uma tarefa percorre deve ser claro, evitando erros e esquecimentos e garantindo que o trabalho seja feito com a mesma qualidade todos os dias.
  • Indicadores de desempenho: oferecem uma visão clara sobre o cumprimento das metas individuais ou coletivas estipuladas.
3. Ticket Médio

Sem este dado, os bares e restaurantes estão apostando no escuro. Ele ajuda a entender o comportamento do seu cliente. Não existe um valor ideal de ticket médio para bares e restaurantes; varia conforme o segmento, localização e público-alvo. Ele precisa cobrir os custos que chamamos de CMV (Custo de Mercadoria Vendida), que ficam entre 25% e 40%. A análise deste dado nos permite criar estratégias para aumentar as vendas, como por exemplo, a criação de combos promocionais. Ao entender como o ticket médio funciona, conseguimos prever o faturamento e traçar metas mais realistas com base no público atingido, no consumo do cliente e, principalmente, na sua satisfação, que é o marcador mais importante. Para que isso aconteça, é necessário um time que tenha conhecimento profundo sobre cada produto a ser vendido, que saiba escutar e entender muito bem o cliente.

4. Atendimento é Memória

A diferença está nos detalhes, não apenas no cardápio. A experiência começa antes do cliente sentar à mesa. Hoje, trabalhamos muito forte com as redes sociais, e o atendimento já começa ali. É importante manter as informações claras sobre o estabelecimento, gerando curiosidade e desejo nas publicações. Precisamos estar atentos a alguns tópicos na operação:
  • Recepção atenta: uma saudação cordial com sorriso no rosto já muda tudo.
  • Uso do nome do cliente.
  • Uma apresentação prévia e objetiva do estabelecimento.
  • Evite atendimentos robóticos: gentileza genuína fideliza.
  • Música, iluminação e temperatura coerentes com o conceito.
  • Perguntar como foi a experiência: cliente que se sente ouvido cria vínculo com o local.
Muitos estabelecimentos focam no preço praticado pela concorrência e esquecem de trabalhar o relacionamento. O cliente precisa sentir que aquele lugar 'é a cara dele'. Vivemos em uma realidade cheia de dados, métodos e estudos sobre boa gestão, mas nada disso se sustenta sem pessoas. Processos eficientes só funcionam quando existe uma boa troca, com escuta, empatia e cuidado. Humanizar a operação é lembrar que resultados vêm de relações saudáveis, times valorizados e clientes respeitados. Quando, de fato, cuidamos de pessoas, o desempenho deixa de ser forçado e passa a ser consequência na operação.