Entre as margens de duas rodovias — BR 386 e RS 287 — na pequena Tabaí, no Vale do Taquari, o casal Gean e Juliane arriscou mudar o rumo do próprio negócio para apostar em um produto inusitado que rapidamente ganhou espaço nos pátios e nas casas de muitos gaúchos: o ET de jardim. “A decisão de começar a fazer os ETs foi um risco. Quando a gente viu a forma, no início, não deu muita bola. Eu mesma dizia: ‘isso é algo que a gente vai investir e não vai dar em nada’. Na época, eu não compraria um ET — hoje, já tenho o meu, exclusivo”, relata a empreendedora, que entrou no negócio há quatro anos com seu marido Gean Vedovatto, que idealizou a Artefatos Vedovatto há mais de 12 anos.
Antes vendedora, Juliane decidiu se unir ao marido no negócio, que no passado tinha sua produção voltada a vasos e capelas religiosas. Desde a mudança de rota em 2022, quando os extraterrestres entraram em ação, a produção não começou a todo vapor como é hoje, pois na época possuíam apenas dois moldes. “A gente começou com duas formas. Hoje já estamos com cerca de 20 formas de cada tamanho. No início, o único modelo que tínhamos era grande, depois vieram os ETs médios e os pequenos”, comenta.
Antes vendedora, Juliane decidiu se unir ao marido no negócio, que no passado tinha sua produção voltada a vasos e capelas religiosas. Desde a mudança de rota em 2022, quando os extraterrestres entraram em ação, a produção não começou a todo vapor como é hoje, pois na época possuíam apenas dois moldes. “A gente começou com duas formas. Hoje já estamos com cerca de 20 formas de cada tamanho. No início, o único modelo que tínhamos era grande, depois vieram os ETs médios e os pequenos”, comenta.
Como surgem os extraterrestres
Os extraterrestres de concreto e ferro passam por um longo processo de fabricação até chegar na casa dos clientes, indo e voltando por mais de 10 etapas pela mão dos artesãos. “É uma forma desmontável. A gente lubrifica, monta com estrutura de ferro, preenche e deixa secar. Depois vem a retirada com cuidado, o lixamento e um processo de acabamento com nata de cimento para corrigir imperfeições. Só depois de bem seco é que pintamos, fazemos os detalhes e finalizamos com verniz”, explica Juliane, enfatizando a importância de seguir esses passos. Caso não sejam respeitados, o ET perde durabilidade.
Devido à alta procura, a rotina é corrida e a produção não segue um calendário convencional. As peças são fabricadas ao longo de todo o ano e, em períodos de maior calor, o ritmo se intensifica. “No verão, como o cimento seca mais rápido, a fabricação é diária”, explica. A demanda começa a crescer a partir de setembro, aumenta nas datas comemorativas de fin de ano e segue elevada até o início de março, período em que as atividades não param. Segundo ela, os pedidos se acumulam em sequência, o que inviabiliza até mesmo tirar férias durante o verão.
Devido à alta procura, a rotina é corrida e a produção não segue um calendário convencional. As peças são fabricadas ao longo de todo o ano e, em períodos de maior calor, o ritmo se intensifica. “No verão, como o cimento seca mais rápido, a fabricação é diária”, explica. A demanda começa a crescer a partir de setembro, aumenta nas datas comemorativas de fin de ano e segue elevada até o início de março, período em que as atividades não param. Segundo ela, os pedidos se acumulam em sequência, o que inviabiliza até mesmo tirar férias durante o verão.
Os alienígenas estão disponíveis em diferentes cores e tamanhos
VEDOVATTO ARTEFATOS/Divulgação/JC
Já a produção semanal varia conforme o período, mas ultrapassa com folga a marca de 50 unidades por modelo. “É bem mais do que isso, de cada tamanho, produzimos muito”, afirma, destacando que, na correria, a contagem exata das peças acaba ficando em segundo plano.
No melhor período da empresa, a equipe já chegou a fabricar mais de 500 artefatos em um único mês, em 2022, quando houve relatos de OVNIs avistados em Porto Alegre. O aumento da demanda não impactou apenas Gean e Juliane, mas também o entorno de artesãos e produtores manuais da região. “Aqui na nossa cidade, tem outros artesãos que trabalham com vasos e outros artefatos, e muitos deles também produzem ETs. É um produto que tem espaço para todo mundo. Quem ingressa nesse ramo, sempre tem encomenda, ninguém fica sem", relembra.
No melhor período da empresa, a equipe já chegou a fabricar mais de 500 artefatos em um único mês, em 2022, quando houve relatos de OVNIs avistados em Porto Alegre. O aumento da demanda não impactou apenas Gean e Juliane, mas também o entorno de artesãos e produtores manuais da região. “Aqui na nossa cidade, tem outros artesãos que trabalham com vasos e outros artefatos, e muitos deles também produzem ETs. É um produto que tem espaço para todo mundo. Quem ingressa nesse ramo, sempre tem encomenda, ninguém fica sem", relembra.
Personagens e sucesso de novo produto
Assim como os aliens, a pantera cor-de-rosa se consolidou como uma das peças de maior saída. “É um personagem que está saindo bastante. As pessoas pedem com camiseta, com roupinha. É um artefato que a gente está vendendo bem”, diz a empreendedora, que, às vezes, se depara com pedidos nada usuais. “A gente recebe uns pedidos meio estranhos, com roupas diferentes, ET gaúcho, ET de super-herói. E a gente sempre tenta fazer o melhor. Já fizemos até ET de biquíni agora no verão. A ideia é inventar coisas novas, para não ficar sempre na mesma coisa”, relata.
As "Panterinhas" estão fazendo sucesso nas margens da RS-287
VEDOVATTO ARTEFATOS/Divulgação/JC
Em razão da diversidade de pedidos, Juliane recorre até a torcida no futebol para alavancar as vendas. “Torcemos para que tenha bastante jogos, porque aí vendemos mais. Às vezes sai mais do Grêmio, às vezes mais do Inter, depende da fase dos times. Quando um ou outro está ganhando, os pedidos aumentam”, comenta.
A variedade de usos e o alcance do público aparecem de forma recorrente nos relatos da empreendedora. “Não tem idade, tanto adulto quanto criança, todo mundo quer. E nem é só para colocar no jardim, tem gente que usa também como decoração dentro de casa”, afirma.
A variedade de usos e o alcance do público aparecem de forma recorrente nos relatos da empreendedora. “Não tem idade, tanto adulto quanto criança, todo mundo quer. E nem é só para colocar no jardim, tem gente que usa também como decoração dentro de casa”, afirma.
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