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Informação é poder: cinco riscos para os negócios em 2026

Fabiane Madeira conta com 20 anos de comunicação corporativa e comanda a Éfe Reputação
Errar, acertar, corrigir rota, recomeçar. Empreender é lidar com crises quase diariamente, e 2026 começa como um campo minado para as empresas: de conflitos internacionais a problemas de gestão interna. A consultora de prevenção e gestão de crises de imagem, Fabiane Madeira, mergulhou em relatórios internacionais e nacionais para elencar cinco dos principais fatores críticos para os negócios brasileiros no próximo ano. “Saber o que pode impactar o negócio permite não apenas estar preparado, reduzindo o impacto e protegendo a marca, mas também ajuda a ver novas oportunidades", explica Fabiane, que conta com 20 anos de comunicação corporativa e comanda a Éfe Reputação.
Errar, acertar, corrigir rota, recomeçar. Empreender é lidar com crises quase diariamente, e 2026 começa como um campo minado para as empresas: de conflitos internacionais a problemas de gestão interna. A consultora de prevenção e gestão de crises de imagem, Fabiane Madeira, mergulhou em relatórios internacionais e nacionais para elencar cinco dos principais fatores críticos para os negócios brasileiros no próximo ano. “Saber o que pode impactar o negócio permite não apenas estar preparado, reduzindo o impacto e protegendo a marca, mas também ajuda a ver novas oportunidades", explica Fabiane, que conta com 20 anos de comunicação corporativa e comanda a Éfe Reputação.
• Inteligência Artificial: o avanço do uso da Inteligência Artificial aumenta os riscos de vazamentos de informações sigilosas, envenenamento de fontes de pesquisa por golpistas e a falta de governança e ética no uso da tecnologia. A disrupção indiscriminada e sem letramento dos usuários coloca empresas em situação fragilizada frente aos diversos públicos, dos clientes aos colaboradores. A orientação é educar as equipes de forma técnica e ética e estruturar a governança sobre o uso da tecnologia.
• Riscos climáticos: eventos extremos, como inundações e secas, colocam em xeque a resiliência de empresas e do Estado. O resultado é a perda de confiança dos mercados no fornecimento de commodities e outros produtos, além de exigir das empresas em áreas de risco planos de contingência para garantia da continuidade dos negócios - aumentando seus custos. O evidente agravamento do cenário climático no RS exige medidas que tragam resiliência para as empresas.
• Polarização política: a disseminação de fake news deve se intensificar nos próximos meses na mesma proporção que a polarização política cresce por conta das eleições. Empresas e lideranças estarão sendo observadas de perto: o que é dito e praticado ganha evidência. Redobrar o cuidado com as mensagens e manter a coerência entre o discurso e a prática ajudarão a estancar as falsas narrativas ou, pelo menos, gerar o benefício da dúvida, reduzindo impactos.
• Incerteza doméstica (economia e política): a combinação da taxa Selic alta, instabilidade nas contas públicas, implementação da reforma tributária, eleições e até a crise reputacional e política do Executivo, Judiciário e Legislativo tendem a agravar o ambiente interno. Em ambientes de incerteza e com dinheiro escasso, a percepção de risco do consumidor aumenta e ele tende a comprar de quem confia. A mesma lógica se aplica para a contratação de profissionais, atração de investimentos e até financiamento bancário.
• Capital humano, ética e cultura tóxica: as dúvidas sobre a implementação da NR-1, a epidemia de problemas de saúde mental e, principalmente, a conduta de líderes dentro e fora dos ambientes de trabalho, irão influenciar cada vez mais na imagem corporativa das empresas. O cenário indica a relação direta entre a reputação da liderança e da empresa, ou seja, o deslize de um pode gerar prejuízo para o outro.