Inaugurado em março de 2024, em um casarão de 1914 no 4º Distrito, o Café Imperador (@imperador.cafe) se prepara para encerrar as atividades ou para a passagem de bastão para novos empreendedores. O motivo, porém, não é falta de sucesso ou amor pelo projeto. Stéphano e Luciane Santuche, casal à frente do negócio, enfrentam uma batalha contra o tempo e as sequelas de uma tragédia.
“Nos dividir entre a cafeteria e nossos trabalhos atuais tem sido realmente bem complicado. A gente não consegue cuidar do negócio in loco”, explica Stéphano. A dupla, que segue com carteira assinada em outras profissões e tem dois filhos pequenos, viu a rotina se tornar um quebra-cabeça.
O empreendimento, que faturou cerca de R$ 100 mil apenas em julho do ano passado, foi duramente atingido pelas enchentes de maio de 2024. A região do 4º Distrito até hoje carrega as marcas. “Ainda tem muitos imóveis com manchas da enchente nas paredes”, relata Stéphano, que perdeu carros e viu sua própria casa ser invadida pela água. Segundo o empreendedor, o comércio local se esvaziou. “Muita gente se mudou do bairro, empresas fecharam”, conta, evidenciando o baque entre o potencial da região e a realidade atual do bairro.
Outra razão que levou à decisão foi a ausência física dos empreendedores no expediente do Café. “O cliente sente falta de conversar com o dono”, reconhece Stéphano. De acordo com ele, essa limitação impede o treinamento de funcionários pelo casal, além de curiosidades sobre a história do casarão ou detalhes acerca de conceitos que levaram ao surgimento do café.
Impossibilitados de oferecer dedicação exclusiva ao negócio, a falta de tempo compromete alguns meios de faturar não explorados pelos empreendedores. “IFood é um meio que a gente não opera. Na manhã e no horário de almoço ficamos ociosos, e não conseguimos focar em encomendas. Tem muitas possibilidades que a operação deixa na mesa, mas é um ponto que permitiria tudo isso”, afirma Stephano.
A venda, no entanto, não é um adeus definitivo. Embora esperem oxigenação, a continuidade do espaço é bem-vinda. O casal deseja passar o bastão para alguém do ramo, que preferencialmente mantenha o nome e a proposta que os tornaram premiados: ser um café temático que traz a história do Brasil, com produtos artesanais e um blend de café exclusivo. “A gente gostaria muito que ela permanecesse com a mesma proposta”, afirma Stéphano, mas pondera: “se um novo comprador quiser apenas o ponto estratégico — uma esquina movimentada entre a Almirante Tamandaré e a rua Félix da Cunha, principal acesso para o Moinhos de Vento —, a negociação também é possível".
O Café Imperador segue aberto de terça a domingo, das 12h às 20h. “É um ponto excelente para o empreendedor que saiba fazer uso de todas as frentes de faturamento”, garante Stéphano.
“Nos dividir entre a cafeteria e nossos trabalhos atuais tem sido realmente bem complicado. A gente não consegue cuidar do negócio in loco”, explica Stéphano. A dupla, que segue com carteira assinada em outras profissões e tem dois filhos pequenos, viu a rotina se tornar um quebra-cabeça.
O empreendimento, que faturou cerca de R$ 100 mil apenas em julho do ano passado, foi duramente atingido pelas enchentes de maio de 2024. A região do 4º Distrito até hoje carrega as marcas. “Ainda tem muitos imóveis com manchas da enchente nas paredes”, relata Stéphano, que perdeu carros e viu sua própria casa ser invadida pela água. Segundo o empreendedor, o comércio local se esvaziou. “Muita gente se mudou do bairro, empresas fecharam”, conta, evidenciando o baque entre o potencial da região e a realidade atual do bairro.
Outra razão que levou à decisão foi a ausência física dos empreendedores no expediente do Café. “O cliente sente falta de conversar com o dono”, reconhece Stéphano. De acordo com ele, essa limitação impede o treinamento de funcionários pelo casal, além de curiosidades sobre a história do casarão ou detalhes acerca de conceitos que levaram ao surgimento do café.
Impossibilitados de oferecer dedicação exclusiva ao negócio, a falta de tempo compromete alguns meios de faturar não explorados pelos empreendedores. “IFood é um meio que a gente não opera. Na manhã e no horário de almoço ficamos ociosos, e não conseguimos focar em encomendas. Tem muitas possibilidades que a operação deixa na mesa, mas é um ponto que permitiria tudo isso”, afirma Stephano.
A venda, no entanto, não é um adeus definitivo. Embora esperem oxigenação, a continuidade do espaço é bem-vinda. O casal deseja passar o bastão para alguém do ramo, que preferencialmente mantenha o nome e a proposta que os tornaram premiados: ser um café temático que traz a história do Brasil, com produtos artesanais e um blend de café exclusivo. “A gente gostaria muito que ela permanecesse com a mesma proposta”, afirma Stéphano, mas pondera: “se um novo comprador quiser apenas o ponto estratégico — uma esquina movimentada entre a Almirante Tamandaré e a rua Félix da Cunha, principal acesso para o Moinhos de Vento —, a negociação também é possível".
O Café Imperador segue aberto de terça a domingo, das 12h às 20h. “É um ponto excelente para o empreendedor que saiba fazer uso de todas as frentes de faturamento”, garante Stéphano.

