Isadora Jacoby

Isadora Jacoby
Editora do GeraçãoE

Isadora Jacoby

Isadora Jacoby Editora do GeraçãoE

O cíclico hype da economia da nostalgia

A crescente busca por itens que foram sucesso no passado gera oportunidade de negócio
Todas as semanas aqui no GeraçãoE, no quadro Viralizou, nos debruçamos em um assunto que ganhou espaço nas redes sociais. Nesta semana, o assunto é um tema que, recorrentemente, volta a ganhar destaque: a economia da nostalgia, que remete ao crescimento da procura por itens com memória afetiva ou que tiveram seu ápice no passado.
Todas as semanas aqui no GeraçãoE, no quadro Viralizou, nos debruçamos em um assunto que ganhou espaço nas redes sociais. Nesta semana, o assunto é um tema que, recorrentemente, volta a ganhar destaque: a economia da nostalgia, que remete ao crescimento da procura por itens com memória afetiva ou que tiveram seu ápice no passado.
Nos últimos tempos, as redes sociais dos integrantes da Geração Z - nascidos entre 1997 e 2012 - foram tomadas pelas fotos e vídeos produzidos com as câmeras digitais cyber-shot. Os itens, que foram sucesso no início dos anos 2000, antes da popularização dos smartphones, viraram objetos de valor para pessoas que, em maioria, nem eram nascidas quando essas câmeras eram o auge da tecnologia. No entanto, as cyber-shot não são uma exceção: o sucesso de objetos do passado entre os jovens já é algo conhecido. Vivemos a volta das vitrolas e discos de vinil, com inclusive artistas pop lançando seus novos álbuns nessas versões. Câmeras fotográficas analógicas, fotos instantâneas, tênis estilo anos 1990. Não faltam exemplos de produtos que voltaram às prateleiras.
A economia da nostalgia tem um hype cíclico: de tempos em tempos, o que era sucesso no passado vira modinha no presente. E isso é oportunidade de negócio, claro. Seja através da venda dos itens antigos ou da criação de novos produtos, como, por exemplo, as câmeras Instax, da Fujifilm, que imprimem as fotos na hora. Esse contato afetivo com produtos que remontam outros tempos mostra que a inovação também pode estar na nostalgia.