Há 32 anos operando em Porto Alegre e produzindo mais de 4 mil cachorros-quentes por mês, o Cachorro do Bonfa inaugurou, há um mês, uma nova unidade. Localizado no Parque Harmonia, o estabelecimento é o primeiro investimento da marca após ser impactado pelas enchentes de maio de 2024. A unidade do Mercado Paralelo foi destruída após o episódio do ano passado, totalizando um prejuízo de R$ 60 mil.
Diferente das outras duas lojas, onde o cliente não tem a possibilidade de consumir no local, o novo restaurante tem espaço para receber o público. Francini Magalhães, à frente do Cachorro do Bonfa, conta que a nova unidade comercial surgiu como uma oportunidade inesperada. “Depois do Mercado Paralelo, a ideia não era abrir mais uma loja neste momento. Através de relacionamentos, acabou surgindo essa possibilidade e entendemos a proposta do parque. Acredito que esse espaço tem um futuro gigante”, declara Francini.
A empreendedora destaca que, embora o parque seja um lugar tradicional, o conceito dos novos empreendimentos do local dá espaço à inovação. “O porto-alegrense não tem o hábito de vir para o Harmonia, com exceção da Semana Farroupilha. Com esses novos negócios, vejo um futuro bem bonito para esse espaço que é tão tradicional”, relata.
O processo de abertura do novo ponto ocorreu de forma acelerada, aponta a empreendedora. As conversas com a empresa responsável pela administração do Parque Harmonia ocorreram em agosto. Segundo Francini, a ideia era abrir a loja no fim de setembro, após o acampamento, mas ela entendeu o evento tradicionalista como uma oportunidade. “Essa loja aqui surgiu em menos de 15 dias. Construímos ela do chão ao teto em duas semanas.”
Uma das inovações nesta nova unidade é a implementação de totens para autoatendimento. Esta é uma tentativa de experimentar novos formatos, já que o modelo tradicional da marca envolve contato direto no caixa. Além disso, o sistema com totens resolve outro desafio: a captação de novos funcionários.
“A gestão de pessoas é um grande desafio. Eu tinha pânico de lidar com pessoas, e hoje é o que me brilha os olhos, o poder de gerar emprego. Além disso, nossa gestão é voltada para o desenvolvimento de pessoas. Atualmente, existe uma grande dificuldade com a mão de obra em geral. Muitas pessoas falam que é difícil conseguir mão de obra qualificada, mas qualificar, a gente qualifica. O problema é encontrar qualquer mão de obra”, define.
Outro ponto de discussão é a localização da loja perto do rio, especialmente após a unidade anterior ter sido afetada pela enchente. “É desafiador. Corremos para contratar um seguro e temos algumas ferramentas para nos resguardar. Além disso, o gaúcho é aguerrido. Então, não vai ser a enchente que vai nos fazer parar”, destaca.

