Júlia Fernandes

Júlia Fernandes Repórter

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Empreendedores investem no serviço de consultoria e organização de dados para empresas

A pesquisa realizada pela Amcham apresentou alguns desafios enfrentados pelas empresas que buscam alcançar avanços consistentes na agenda ESG. Dos respondentes, 40% admitiram dificuldade em medir resultados das práticas aplicadas. 
A pesquisa realizada pela Amcham apresentou alguns desafios enfrentados pelas empresas que buscam alcançar avanços consistentes na agenda ESG. Dos respondentes, 40% admitiram dificuldade em medir resultados das práticas aplicadas. 
Observando essa dificuldade que as empresas têm na hora de captação de dados, Othavio Laube, Elias da Silveira Neto e Rafael Correa desenvolveram a ESG Now, startup fundada há cinco anos. O negócio nasceu da experiência da primeira empresa dos sócios, a Ecovalor, que prestava consultoria de práticas ESG para organizações. Durante a jornada de consultoria atendendo grandes empresas, os sócios identificaram uma dificuldade comum: a organização e a coleta de dados relacionados a práticas ESG.
“Empresas muito grandes, com várias filiais, diversas lojas e uma estrutura muito robusta, quando precisam reportar informações de sustentabilidade para o mercado, têm uma dificuldade muito grande em coletar e reunir essas informações”, destaca Othavio. 
A ESG Now foi criada para resolver o desafio dessas grandes empresas. Sua principal proposta é entregar tecnologia para otimizar a jornada de sustentabilidade de grandes empresas e facilitar a organização de quem gerencia esses projetos. A startup se propõe a resolver a dificuldade de coletar e organizar informações ESG, que estão espalhadas em diversas áreas. Ela centraliza esses dados em uma plataforma para evitar retrabalho e permitir que as empresas atendam às demandas regulatórias e de mercado em tempo hábil.
“À medida que essas empresas não têm essas informações centralizadas em uma plataforma ou em um ambiente único, elas têm muita dificuldade e muito retrabalho para atender essas demandas de mercado. Então, é isso que propomos”, explica. 
A ESG Now atende hoje em torno de 120 empresas. Possui atuação multissetor, incluindo indústria pesada, química, têxtil, varejo, construção civil e setor de energia. De acordo com Othavio, a indústria, no geral, é o setor que mais procura pelos serviços. 
Segundo o empreendedor, o mercado de sustentabilidade e as práticas ESG passaram por mudanças intensas, especialmente, nos últimos seis anos. Othavio explica que duas grandes transformações remodelaram a forma como as grandes empresas abordam o ESG: o crescimento e a maturidade desses mercados e o fator de regulamentação e obrigatoriedade. 
As empresas começaram a olhar para as práticas ESG como uma estratégia de negócio e um diferencial competitivo. Há seis anos, o mercado ainda era muito imaturo. As empresas mal sabiam o que era ESG”, observa. Othavio também destaca que o aumento das empresas que aplicam a prática se dá por uma obrigatoriedade. “Nesses últimos anos, o Brasil acabou regulando mais as práticas de sustentabilidade. Por exemplo, a partir de 2027, toda a empresa de capital aberto vai precisar obrigatoriamente elaborar um relatório de sustentabilidade. A ESG está deixando de ser uma boa prática e está virando uma obrigação para, inicialmente, grandes empresas.”