Considerado o combustível de transição que emite menos gases de efeito estufa do que outros combustíveis fósseis, como o diesel e o óleo à lenha, o gás natural apresenta-se como uma alternativa até que a utilização de fontes de energia 100% renovável seja alcançada. Fundada em 1933, a Sulgás, empresa responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Estado, atende aos segmentos industrial, veicular, comercial, residencial e de geração de energia.
"Estamos participando diretamente da transição energética e da descarbonização da economia gaúcha. O próximo passo é agregar o biometano na rede, formando parcerias com empresas que invistam na produção do biocombustível e no que chamamos de corredores verdes", destaca Carolina Bahia, gerente-executiva de relações institucionais da Sulgás. Os chamados corredores verdes são um estímulo para que cada vez mais caminhões, ônibus e tudo que compõe a frota pesada, façam uma transição energética de combustíveis, como o diesel, para o gás natural e para o biometano.
A Sulgás é um dos exemplos do avanço significativo da adoção de práticas ESG dentro do mercado nacional. "Queremos agregar esse debate, levando-o para dentro do legislativo, do executivo. No momento em que se diz que existe um programa de descarbonização da economia gaúcha, os veículos que rodam nas nossas estradas não podem ficar de fora disso", afirma Carolina.
A executiva destaca que a Sulgás está madura em relação à aplicação de práticas ESG, possuindo metas de controle e redução de emissões. Além disso, a empresa adquiriu o selo ouro do GHG Protocol, reconhecimento dado pela Fundação Getúlio Vargas, a organizações no Brasil que publicam os inventários de Gases de Efeito Estufa com transparência, cumprindo os critérios necessários. A companhia está listada na CDP (Carbon Disclosure Project), organização internacional sem fins lucrativos que auxilia empresas a divulgarem seu impacto ambiental.
Carolina destaca os próximos passos relacionados às práticas. "Já estabelecemos algumas metas para o futuro. Temos alguns compromissos, entre eles, alcançar a política NetZero em 2030 para os escopos 1 e 2, imaginando que, ali na frente, essas questões vão estar cada vez mais maduras no mundo inteiro", reflete Carolina. A política tem a meta de que qualquer emissão feita seja compensada ou reduzida por ações de captura de carbono.
Em relação ao pilar social, a empresa busca uma aproximação contínua com a comunidade em que está inserida. A Sulgás possui uma matriz de projetos sociais, culturais e esportivos, totalizando cerca de 20 ações nesse âmbito. "Nós temos ações na área de responsabilidade e impacto social bastante firmes, além de metas claras de atingir níveis de diversidade em nossas lideranças", considera. Atualmente, 61% dos cargos de liderança da Sulgás são ocupados por mulheres. Segundo Carolina, a ideia, a longo prazo, é atingir 50% de diversidade em geral até 2030.
A empresa também mantém o projeto Pescar anualmente, oferecendo aulas para cerca de 20 jovens nas comunidades vizinhas, como Lomba do Pinheiro e Bom Jesus, no contraturno escolar. O objetivo é oferecer formação em gás natural, psicologia, desenvolvimento pessoal, cidadania e outras disciplinas. Alguns alunos que já passaram pelo projeto, inclusive, ocupam cargos de liderança na companhia atualmente.
"A questão da segurança é o nosso principal pilar. Perseguimos a meta de não ter acidentes de trabalho com afastamento. Já estamos há mais de três anos sem acidente com afastamento e, dessa maneira, colaboramos para esse valor que tem que ser de todos. Se a segurança for o foco de todo mundo, tenho certeza que vamos evitar vários problemas presentes na sociedade hoje", observa.

