A Rockfeller Language Center, rede de escolas de idiomas com mais de 100 operações no País, incorporou a IA tanto na metodologia de ensino quanto na gestão das franquias. André Belz, sócio fundador da marca, orgulha-se de ter sido pioneiro no processo.
"Nós nos posicionamos como a primeira rede de ensino de idiomas que aplicou de fato Inteligência Artificial na metodologia", afirma. O recurso, segundo André, faz parte de um processo que começou com a digitalização das aulas e serviços, e hoje atua como uma ferramenta complementar às aulas presenciais.
O modelo de ensino da rede é baseado na interação em pequenos grupos, com atividades presenciais que simulam situações de conversação. "A IA conversa como se fosse um colega ou o professor. E não só conversa, mas avalia se a pronúncia está correta, se não está, e explica como corrigir", complementa. O sistema permite que os alunos pratiquem diálogos fora da sala de aula, recebam correções de pronúncia, orientações gramaticais e acompanhamento de desempenho.
André destaca que, por se tratar de uma escola de idiomas, o contato presencial segue sendo parte central do processo de aprendizagem. "O contato humano é insubstituível. Aprender um idioma tem tudo a ver com interação social. A IA não vem para substituir isso, ela vem para potencializar", afirma.
Além da aplicação no ensino, a IA foi incorporada à gestão administrativa das unidades, tanto na operação da franqueadora quanto nas franquias.
A Rockfeller também tem investido em um modelo de expansão voltado para cidades menores, com unidades de menor porte e investimento reduzido. As chamadas microfranquias demandam aporte inicial entre R$ 90 mil e R$ 120 mil, enquanto as unidades tradicionais têm investimento a partir de R$ 300 mil.
As microfranquias seguem a mesma metodologia das unidades maiores, com uso das ferramentas digitais e da Inteligência Artificial. Atualmente, cerca de seis unidades operam nesse formato. A meta da empresa é abrir 50 novas franquias até o fim deste ano. De acordo com o fundador, o público-alvo desse modelo são principalmente professores de inglês que já atuam na área e sonham em abrir o próprio negócio. "Muitos professores têm esse desejo, mas não conseguiam investir R$ 300 mil, R$ 400 mil em uma escola tradicional. Com esse modelo menor, isso se torna possível", garante.

