Estfany Soares

Liacy e as filhas contam que o lugar já está recebendo a terceira geração de algumas famílias

Mãe e filhas comandam escola de educação infantil em Porto Alegre

Estfany Soares

Liacy e as filhas contam que o lugar já está recebendo a terceira geração de algumas famílias

Foi a partir da necessidade de ter onde deixar os filhos para trabalhar que surgiu a Amiguinhos da Praça. escola de ensino infantil, criada por Liacy Bolognesi - mais conhecida como Dona Lia -, 85 anos, em 1986. Lia ainda frequenta a escola, mas são as filhas, Ângela Barbosa, 54 anos, e Anna Luiza Barboza, 48, que, hoje, tocam o negócio, localizado na Praça Japão, nº 203.
Foi a partir da necessidade de ter onde deixar os filhos para trabalhar que surgiu a Amiguinhos da Praça. escola de ensino infantil, criada por Liacy Bolognesi - mais conhecida como Dona Lia -, 85 anos, em 1986. Lia ainda frequenta a escola, mas são as filhas, Ângela Barbosa, 54 anos, e Anna Luiza Barboza, 48, que, hoje, tocam o negócio, localizado na Praça Japão, nº 203.
Liacy é professora e natural de Bento Gonçalves. Quando veio morar em Porto Alegre, sendo separada e mãe de quatro filhos, surgiu a necessidade de deixar as crianças em algum lugar, que, além de cuidar, fosse educativo. No entanto, na época, existiam poucas escolas para crianças pequenas. Assim, a casa de Lia virou uma escolinha inspirada no método Montessori - que incentiva a autonomia e liberdade individual das crianças.
As turmas contam com, no máximo, 15 alunos, e as salas de aula lembram casas, já que a Amiguinhos da Praça segue a modalidade de casa-escola, usando recursos que oferecem à criança autonomia desde os anos iniciais. "Aqui, tem tudo que a criança precisa para ter independência, trabalhando todas as áreas da inteligência", explica Ângela. A escola aceita crianças de 0 a 6 anos, e as mensalidades partem de R$ R$ 2.279,00. "Brincar, estudar e ter alegria de viver", frase de Liacy, é um dos slogans da escola.
A fundadora conta que o trabalho foi evoluindo com a receptividade da comunidade. Nos primeiros anos, o negócio tinha cerca de 80 alunos. Hoje, com 250 alunos e mais de 40 professores, Liacy e as filhas contam que o lugar já está recebendo a terceira geração de algumas famílias.
Mas não é só a geração de alunos que atravessa a história da escola. Por trás dos balcões e das salas de aulas, quem faz o negócio acontecer e o legado continuar seguem sendo os integrantes da família. Pedro Antônio Barbosa, 25 anos, neto de Dona Lia e filho de Ângela, hoje, cuida da parte financeira da escola. "Quero continuar o legado da minha avó. Ouço falar em educação e desenvolvimento infantil desde que eu nasci. Fui aluno da Amiguinhos da Praça e o exemplo que as três me deram é o que me faz ser vencedor", expõe Pedro.
Para Liacy, é uma satisfação de ver o seu trabalho seguindo com as filhas. "Na época que abri, elas eram bem pequenas e, agora, são minhas sócias. Hoje, eu nem preciso mais trabalhar, mas estou aqui todos os dias para ver as duas", conta. Anna Luiza foi a primeira aluna da escola, e, atualmente, cuida da parte administrativa do empreendimento. "Para mim, tudo isso é muito natural. Fui a aluna número um e, agora, trabalho aqui. Estamos sempre pensando em como melhorar a escola, sempre olho muito os detalhes", conta.
As irmãs destacam a admiração pelo trabalho da mãe e a inspiração em sua trajetória. "Fui a primeira a trabalhar com a minha mãe, e sempre consegui aprender muito com ela. Trabalhamos em família, então, às vezes, levamos o trabalho para o jantar, mas temos uma forte ligação de amor e admiração uns pelos outros", destaca Ângela, que coordena a área de saúde mental da escola.
Para a família, um dos principais motivos da durabilidade do negócio é a seriedade e o comprometimento com a educação. "Isso é um trabalho da família. Começou comigo, e agora vai seguir com elas, juntas", garante Liacy.
Estfany Soares

Estfany Soares - estagiária do GeraçãoE

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