Giovanna Sommariva

O evento reúne diversos artistas durante dois dias de apresentações

Criadores do Rap In Cena buscam valorizar o cenário musical em Porto Alegre

Giovanna Sommariva

O evento reúne diversos artistas durante dois dias de apresentações

Parte da cena artística gaúcha há quase uma década, Keni Martins, 28 anos, é o idealizador e empreendedor por trás do Rap In Cena, festival que realiza ao lado do sócio Lucas Lanzarini, 31. Focado em Hip Hop, o evento reúne, desde 2014, artistas de todo o País para fomentar o cenário do gênero em Porto Alegre. Com mais de 60 atrações confirmadas para a edição deste ano, que ocorre em outubro, Keni lembra como o projeto começou, e admite que nunca imaginou tomar tais proporções.
Parte da cena artística gaúcha há quase uma década, Keni Martins, 28 anos, é o idealizador e empreendedor por trás do Rap In Cena, festival que realiza ao lado do sócio Lucas Lanzarini, 31. Focado em Hip Hop, o evento reúne, desde 2014, artistas de todo o País para fomentar o cenário do gênero em Porto Alegre. Com mais de 60 atrações confirmadas para a edição deste ano, que ocorre em outubro, Keni lembra como o projeto começou, e admite que nunca imaginou tomar tais proporções.
"Organizei uma festa com uns amigos e esperávamos receber umas 300 pessoas no máximo, mas foram mais de 800. Foi uma loucura, correria para dar conta de tudo, indo atrás de bebida, segurança, até familiar virou segurança na hora", lembra, entre risos. "Foi nesse dia que conheci o Lucas, e também quando decidi que era isso que eu queria fazer. Estava cursando Técnico em Administração na época, então uni o curso com os eventos e esse feeling empreendedor que eu sempre tive", declara. Com o tempo, o gosto pela música, em especial pelo rap, foi tomando espaço em sua vida, resultando na criação da New Island Produtora, responsável pela primeira edição do Rap In Cena.
O empreendedor assume que quando o festival nasceu, em 2014, foi muito mais por gostar do estilo musical do que para, de fato, fomentar o cenário musical. "Era o que a gente curtia, mas não necessariamente o que o mercado queria ouvir, acredito que até por isso não tivemos os melhores resultados de início", pondera. Para Keni, a pandemia foi um período pujante para o rap e hip hop, e o empreendedor aproveitou o boom para expandir a marca. "Deixamos de ser apenas um festival de música e passamos a conduzir uma plataforma cultural de comunicação, onde, hoje, temos novos braços que fazem parte da operação, como um podcast, YouTube com canal de entrevistas, além do Instagram", destaca. Foi nesse período que o jornalista Luka Pumes, 23 anos, entrou para a equipe, atuando como comunicador oficial da marca.
Em meio ao retorno das atividades presenciais, o empreendedor sentiu na pele a diferença e crescimento no mercado, e entendeu que era a hora de fazer algo. "Foi uma mudança nacional, estados como Rio de Janeiro e São Paulo estavam fazendo eventos voltados só para o rap e trap, então enxergamos a chance de fazer algo tão grande e valioso aqui no nosso Estado", reflete. Marcada para os dias 15 e 16 de outubro, a próxima edição do festival ocorre no Parque Harmonia, e contará com três palcos e mais de 60 atrações, divididas entre locais e nacionais.
"Temos artistas maravilhosos aqui, mas não temos visibilidade. Se tu colocas um mesmo artista, com a mesma qualidade e potencial, aqui ou em São Paulo, a gente perde. Nosso objetivo é mostrar que a potência também pode sair do Sul, não precisamos nos mudar para o Rio ou São Paulo para fazer a cena acontecer", declara, reforçando que os desafios são muitos. "Trabalhar com música é muita dedicação, amor e muita superação. É uma cena bem difícil, principalmente no rap, que, na maioria das vezes, é desvalorizado. Precisamos provar que somos dez vezes mais capazes de fazer acontecer para conseguir um espaço, até por isso temos essa preocupação em fazer tudo da forma mais profissional possível, e sempre unidos, porque sozinho ninguém consegue realizar nada", acredita.
Viver de música, para Keni, é questão de confiança. "Tu precisas confiar que vai dar certo e dar tudo de si para acontecer, tem que acreditar que o jogo vai virar", expõe.
Com previsão para receber entre 15 mil e 20 mil pessoas por dia, o evento terá nomes como Racionais MC's, Filipe Ret, Matuê e Djonga. "É terminar o festival e analisar tudo, erros e acertos, e partir para organizar o próximo", projeta para o futuro.
Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - repórter do GeraçãoE

Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - repórter do GeraçãoE

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