Giovanna Sommariva

A ideia da BrinkDog é ser um local para os pets enquanto os tutores passeiam

Espaço de recreação para cães abre em shopping de Porto Alegre

Giovanna Sommariva

A ideia da BrinkDog é ser um local para os pets enquanto os tutores passeiam

 Se antes da pandemia muitos pets já eram considerados parte da família, agora esse pensamento parece predominar na maioria das casas, e cabe aos empreendedores e empreendedoras saber adaptar o seu negócio para essa nova demanda. A administradora Vanessa Santos, por exemplo, investiu e inaugurou, em julho, um espaço recreativo para cães no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. A proposta é ser uma alternativa para tutores que precisam, ou querem, ir ao shopping, mas não tem onde deixar o seu cãozinho.
 Se antes da pandemia muitos pets já eram considerados parte da família, agora esse pensamento parece predominar na maioria das casas, e cabe aos empreendedores e empreendedoras saber adaptar o seu negócio para essa nova demanda. A administradora Vanessa Santos, por exemplo, investiu e inaugurou, em julho, um espaço recreativo para cães no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. A proposta é ser uma alternativa para tutores que precisam, ou querem, ir ao shopping, mas não tem onde deixar o seu cãozinho.
A ideia de abrir o negócio surgiu a partir da paçoca, uma golden retriever de dois anos que foi adotada por Vanessa e seu marido durante a pandemia. “Começamos a sentir essa dificuldade de ter que ir ao shopping fazer alguma coisa e não poder dar um passeio ou comer alguma coisa, tínhamos que voltar rápido para casa porque ela estava lá. Também não saímos juntos para ter alguém em casa com ela, até porque, se decidimos ter, não é pra deixar sozinha”, declara a empreendedora.
ISADORA JACOBY/ESPECIAL/JC
O projeto começou a ser desenvolvido em 2021, e Vanessa conta que a procura por um espaço foi longa até encontrar o local ideal. “Considerei muitos shoppings, mas aqui acabou sendo a melhor localização e com a melhor disponibilidade de espaço. O Iguatemi trouxe essa proposta de ser no estacionamento, o que faz muito sentido para o negócio, pois estamos inseridos no ambiente do shopping, mas sem estar exatamente lá dentro”, explica, ressaltando que o objetivo sempre foi manter os cães afastados do barulho e estresse que o shopping pode causar.
O negócio atua com diferentes opções, desde o pacote avulso, contabilizado por hora, que pode custar entre R$ 30,00 e R$ 110,00, até os mensais, que variam entre R$ 648,00 e R$ 1.998,00, com a possibilidade de personalização de acordo com a necessidade de cada cliente. Pela localização e proposta, o espaço atua nos mesmos dias e horários de funcionamento do shopping, incluindo finais de semana e feriados.
ISADORA JACOBY/ESPECIAL/JC
Além de contar com uma atendente e monitora por turno, Vanessa reveza o comando do local com sua irmã, Edineide. Mas a ideia é que, para o futuro, apenas sua irmã siga na operação, como gerente. “Moro em Rio Grande, e pretendo voltar pra lá, então, quando isso acontecer, ela que vai ficar responsável aqui”, revela, garantindo que o modelo de negócio foi desenvolvido com o intuito de ser franqueado. “Aqui está sendo um teste, vamos entender o que funciona e o que não funciona, para podermos desenhar esse projeto e franquear, até porque o retorno está sendo muito bom. Demais shoppings também estão interessados em ter um espaço semelhante, até porque o shopping precisa acomodar todo mundo e entender que a composição da família mudou, agora o cachorro também faz parte”, expõe.
Mais do que ter um espaço para os cães passarem o tempo, Vanessa quer oferecer segurança e confiança aos tutores. “Procuramos por uma equipe que já tivesse experiência em creche, clínica médica ou em pet shop. As meninas que estão aqui já tem curso de auxiliar de veterinária, já tem esse contato e conhecimento. Também estamos instalando câmeras, onde os donos vão poder acompanhar, em tempo real, por um aplicativo, o que seus cãezinhos estão fazendo aqui, e vão saber que estão sendo bem cuidados”, garante.
Adestradores estão auxiliando no treinamento da equipe para que seja possível auxiliar e induzir os animais que estão lá a utilizarem os brinquedos. “É bem no molde de criança mesmo, temos que saber como motivar os cães para se mexerem e gastarem energia enquanto estão aqui”, diz.
Com uma semana de operação, Vanessa garante ter se surpreendido positivamente com a recepção da clientela. “Gostamos bastante do retorno e feedback dos clientes, vieram muitas pessoas para conhecer, tutores mesmo, alguns com os cães, buscando entender como o espaço funciona, conhecer a gente também. Tivemos um fluxo bem legal de pessoas conhecendo e de animais ficando aqui nesta semana”, admite.
A empreendedora adianta que uma parceria está sendo firmada com o GNC Cinemas, em que os clientes do cinema poderão deixar seus cães no espaço, que acomoda, dependendo do porte dos animais, entre 6 a 15 cães. 
ISADORA JACOBY/ESPECIAL/JC
Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - repórter do GeraçãoE

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