Giovanna Sommariva

O Botequim da Alcides, estabelecimento do fotógrafo Cleber Gonçalves, está em um novo endereço, mas com a mesma identidade

Empreendedor supera a pandemia e reabre boteco em Porto Alegre

Giovanna Sommariva

O Botequim da Alcides, estabelecimento do fotógrafo Cleber Gonçalves, está em um novo endereço, mas com a mesma identidade

A vida pós-pandemia tem sido um momento de renovação para diversos setores. Só agora, quase três anos depois do mundo ter parado em decorrência da Covid-19, negócios voltam a se reerguer e registrar números positivos. Esse é o caso do Botequim da Alcides, espaço comandado por Cleber Gonçalves, 61 anos, que, no início do ano passado, passou mais de um mês internado no hospital por complicações do vírus. Durante esse período, as portas do boteco tiveram de ser fechadas, e o empreendedor tinha certeza de que era o fim do negócio. No entanto, graças ao apoio dos seus clientes, que ajudaram criando campanhas para manter o negócio vivo, o boteco está de casa nova. Agora, localizado na rua Coronel Paulino Teixeira, nº 423, no bairro Rio Branco.
A vida pós-pandemia tem sido um momento de renovação para diversos setores. Só agora, quase três anos depois do mundo ter parado em decorrência da Covid-19, negócios voltam a se reerguer e registrar números positivos. Esse é o caso do Botequim da Alcides, espaço comandado por Cleber Gonçalves, 61 anos, que, no início do ano passado, passou mais de um mês internado no hospital por complicações do vírus. Durante esse período, as portas do boteco tiveram de ser fechadas, e o empreendedor tinha certeza de que era o fim do negócio. No entanto, graças ao apoio dos seus clientes, que ajudaram criando campanhas para manter o negócio vivo, o boteco está de casa nova. Agora, localizado na rua Coronel Paulino Teixeira, nº 423, no bairro Rio Branco.
Fotógrafo por formação, Cleber sentiu que, com a popularização da câmera digital, seu trabalho foi, aos poucos, sendo desvalorizado. Filho do dono de um restaurante, lembrou de algo que seu pai sempre falava: "de comer, ninguém deixa". E foi pensando nisso que decidiu investir no ramo. Em dezembro de 2008, abriu o Botequim da Alcides, que, na época, acomodava cerca de 16 pessoas.
Andressa Pufal/JC
O nome do bar refere-se a rua Doutor Alcides Cruz, onde o negócio começou. Apesar de estar, há pouco mais de um mês, operando em novo endereço do mesmo bairro, o empreendedor afirma que mudar o nome nunca foi uma opção. "O Botequim da Alcides se tornou uma marca, muitas pessoas, inclusive, me chamam de 'seu Alcides', e eu sempre atendo. É um legado que construí durante todos esses anos", explica. Ainda que há pouco tempo no novo espaço, Cleber conta estar vivendo uma dificuldade. "Agora, temos espaço para acomodar 40 pessoas, mas tem dias que não damos conta, é muita gente. É um problema, mas um problema bom", brinca o empreendedor, que está trabalhando em uma alternativa para poder receber mais pessoas.
Como gestor, ele garante que o negócio busca acolher diferentes tipos de público. "Somos um bar eclético, recebemos famílias com crianças, casais de todos os tipos, seja mulher com mulher ou homem com homem. Aqui entra o preto, pardo, branco, amarelo, todo mundo, desde que exista respeito com a pessoa sentada ao teu lado", declara.
Andressa Pufal/JC
Com pratos entre R$ 20 e R$ 40, o fundador ressalta que manter um preço justo, aliado a qualidade dos insumos, é uma das grandes preocupações do espaço. "Não é barato e nem caro, é um preço justo com a qualidade e bom atendimento que oferecemos", acredita. O empreendedor também é responsável pela maioria das receitas disponíveis no cardápio. "Muitas delas são autorais, desde quando era eu que cozinhava. Algumas são legados de chefs que passaram por aqui, e outras adaptadas", revela.
A nova rotina, segundo Cleber, tem tomado a maior parte do seu dia, mas, ainda assim, segue sendo uma experiência gratificante. "Antes da pandemia, conseguia passar menos tempo aqui, ficar mais com a minha família, mas, agora, tenho passado mais de 16 horas. É cansativo, mas é a minha paixão, e estamos sendo muito bem recebidos", completa.
Andressa Pufal/JC
Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - repórter do GeraçãoE

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