Giovanna Sommariva

Operação faturou R$ 25 milhões no ano passado

Jovem de Passo Fundo comanda empresa milionária no segmento de computação

Giovanna Sommariva

Operação faturou R$ 25 milhões no ano passado

 Com pouca experiência, mas muita motivação, Grégory Reichert abriu, aos 18 anos de idade, uma loja de assistência técnica em computadores na cidade de Passo Fundo, no noroeste do Estado. Hoje, com 26 anos, Grégory está à frente da Razor Computadores, empresa que fabrica máquinas de alta performance, com clientes internacionais, avaliada em R$ 52 milhões. O segredo, de acordo com o empreendedor, é a persistência.
 Com pouca experiência, mas muita motivação, Grégory Reichert abriu, aos 18 anos de idade, uma loja de assistência técnica em computadores na cidade de Passo Fundo, no noroeste do Estado. Hoje, com 26 anos, Grégory está à frente da Razor Computadores, empresa que fabrica máquinas de alta performance, com clientes internacionais, avaliada em R$ 52 milhões. O segredo, de acordo com o empreendedor, é a persistência.
“Em 2014, nunca imaginei que chegaria até aqui, mas alguns anos depois, quando notei que tinha potencial, comecei a trabalhar muito para atingir essa meta. Não foi por acaso”, garante.
O objetivo da empresa mudou ao longo dos anos. Atualmente, a Razor desenvolve estações de trabalho, sendo computadores profissionais pensados para arquitetos, engenheiros, pesquisadores, profissionais da indústria criativa e demais empresas que utilizam gráficos altos e em 3D. “Hoje, nós chegamos em muitas empresas grandes, como Globo, SBT, Petrobras, Marcopolo, é uma gama bem grande de clientes. Também estivemos em projetos muito legais, tem máquinas nossas que foram utilizadas para desenvolver a vacina da Covid, no laboratório da Fiocruz e Instituto Butantan”, aponta o fundador.
O maior diferencial em comparação aos seus concorrentes, segundo Grégory, é o foco que o negócio mantém. “Concorremos muito com Dell, HP, LeNovo, esses grandes nomes, só que eles tentam abraçar tudo, pegam um pouco de cada pedaço do mercado, não tem nenhum focado só no profissional, por exemplo”, avalia.
 Luiza Prado/JC
Apesar do crescimento, o negócio ainda está localizado em solo passo-fundense. O empreendedor ressalta que, por ser muito bairrista, deixar sua cidade natal não é uma opção. “No começo, não tinha outro lugar, tinha que ser assim, mas se tornou vantajoso estar lá, até pela mão de obra disponível e custo de vida”, explica. Com um espaço de 1.300m², a Razor emprega, atualmente, cerca de 52 funcionários.
Com boas expectativas para o futuro, o plano é ampliar o portfólio entrando no segmento de notebooks. “Hoje, oito em cada 10 máquinas vendidas no Brasil são notebooks, então optamos por expandir”, afirma. A novidade ainda está em fase de teste, mas prevê o lançamento para daqui um ano. Outra previsão é de que, em 2026, a empresa fatura R$ 500 milhões.
Para os iniciantes e pequenos empreendedores, Grégory reforça: resistência é a chave. “Situações ruins sempre vão acontecer, crise financeira e mercado difícil, mas é persistir e manter o sonho. Se tu nunca começas, não tens como evoluir, o mais importante é fazer, só assim tu aprendes e evolui”, acredita.
Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - repórter do GeraçãoE

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Giovanna Sommariva - repórter do GeraçãoE

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