Giovanna Sommariva

Ansiedade, burnout, estresse. Essas palavras estão cada vez mais presentes no vocabulário corporativo e de quem empreende. Cuidar da saúde mental pode ser importante, inclusive, para o seu negócio

É hora de focar na saúde mental

Giovanna Sommariva

Ansiedade, burnout, estresse. Essas palavras estão cada vez mais presentes no vocabulário corporativo e de quem empreende. Cuidar da saúde mental pode ser importante, inclusive, para o seu negócio

Todo empreendedor ou empreendedora de sucesso já passou por períodos difíceis, momentos de dúvidas e estresse. É normal. O que não é normal é deixar que isso tome conta do dia a dia e do negócio.

Segundo Ana Maria Rossi, psicóloga especializada no tratamento do estresse e presidente da associação que aborda o tópico, a International Stress Management Association (ISMA-BR), "é extremamente importante falarmos não apenas sobre saúde mental no ambiente de trabalho, mas no equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional".

De acordo com Ana, o tema ganhou grande destaque no mercado após a pandemia, visto que muitos empreendedores, principalmente os que estão à frente de pequenos negócios, viveram, na prática, esse desequilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. "Isso acaba criando uma dificuldade na hora de gerenciar as relações, também afetando a concentração que pode levar a uma maior irritabilidade", alerta.

Além da saúde mental, essa instabilidade pode afetar a saúde física, causando alteração na pressão arterial e aumento da frequência cardíaca.

Com base em pesquisas desenvolvidas pela ISMA, a psicóloga garante que um dos principais fatores que afeta a saúde mental dos empreendedores é a incerteza. "Pensar no futuro de um negócio já pode ser difícil, mas se torna ainda mais devastador entre pessoas com ansiedade. Quando o indivíduo é ansioso, há um maior risco de crises de pânico, que chegaram a aumentar em 12,5% após a pandemia", declara.

Crises de pânico, segundo Ana, ocorrem quando se chega a um nível máximo de exaustão e ansiedade. "É como se uma fiação muito antiga entrasse em curto após uma sobrecarga pelo uso de muitos aparelhos eletrônicos simultaneamente. Isso ocorre, normalmente, quando as pessoas não conseguem mais lidar com uma sobrecarga emocional", explica.

Em situações como essa, a especialista indica que a primeira coisa a se fazer é avaliar as prioridades. "É importante fazer uma autoavaliação para saber como está o gerenciamento da vida. Se tiver dificuldade para essa autoanálise, pode considerar o que os outros estão dizendo a seu respeito, se a pessoa está sendo vista como muito irritada ou agressiva nos últimos tempos, por exemplo", expõe, garantindo que, após feito isso, pode-se enxergar o que está ao alcance e que é possível ser alterado. "Devemos analisar o que pode ser mudado para tornar a vida mais confortável e evitar o burnout", completa.

O assunto virou pauta recente devido ao Congresso do Stress, organizado pela ISMA-BR e que está ocorrendo esta semana em Porto Alegre. Iniciado no dia 21 e com encerramento marcado para hoje, tem o objetivo de compartilhar e divulgar as informações e tendências sobre a área.

 

Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - estagiária do GeraçãoE

Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - estagiária do GeraçãoE

Leia também

Deixe um comentário