O networking, ou rede de relacionamentos, é um termo em inglês amplamente utilizado em referência à habilidade (ou capacidade) de construção e manutenção de conexões profissionais. Popularmente conhecido como QI – Quem Indica, o networking é um dos principais meios para o alcance de oportunidades de carreira. Uma boa rede de contatos pode facilitar não apenas a inserção no mercado de trabalho para aqueles em situação de busca de emprego, como também, para os profissionais já no mercado, o alcance de novas oportunidades, contratações para posições de prestígio, ou mesmo promoções.
Esses benefícios são amplamente evidenciados pela ciência. Para o renomado pesquisador Michael B. Arthur, professor da Suffolk University, o sucesso na carreira profissional está tão relacionado ao "saber com quem se relacionar" (o que denomina know-whom) quanto à obtenção do conhecimento técnico e prático necessário ao trabalho (o famoso know-how). Assim, para o alcance de uma nova oportunidade, o networking exige que o desempenho no trabalho seja reconhecido por quem indica, isto é, é necessária uma boa reputação profissional.
A indicação de terceiros geralmente só é encaminhada quando há algum indicativo de que o profissional realizará um bom trabalho. Para aqueles em início de carreira, a reputação no mercado de trabalho começa a ser construída a partir do desempenho em sala de aula, tendo os professores um importante papel na indicação para oportunidades de estágio ou emprego. Em relação à manutenção do networking, independentemente da etapa de carreira, é o desempenho no trabalho que irá fortalecer sua reputação profissional.
Outra evidência importante na ciência dos benefícios do networking está na Teoria das Forças dos Laços Fracos, criada pelo sociólogo norte-americano Mark Granovetter, professor da Stanford University. Para Granovetter, um networking eficaz deve ser construído com redes profissionais que incluam "amigos de amigos" (os laços fracos), e não apenas com pessoas próximas, pois são essas relações distantes que dão acesso a oportunidades que naturalmente não se conseguiria no próprio ciclo social. Plataformas como o LinkedIn e outras redes sociais profissionais utilizam essa lógica, aumentando o alcance dos usuários a oportunidades de trabalho, inclusive transpondo barreiras geográficas ao permitir encontrar vagas em outros estados ou países.
A manutenção do networking também é possível nessas plataformas a partir do compartilhar de experiências profissionais, estratégia adequada para iniciantes e experientes. Ainda apostando no potencial dos laços fracos, eventos, palestras e workshops são excelentes para a construção de networking para quem está iniciando sua carreira, deseja ingressar em uma nova área de atuação, ou fortalecer sua reputação profissional atual.

