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É necessário entender quem são os potenciais sucessores e, a partir disso, definir o que precisa ser desenvolvido para chegar às posições mais altas

Empresas familiares: como atrair e reter lideranças

É necessário entender quem são os potenciais sucessores e, a partir disso, definir o que precisa ser desenvolvido para chegar às posições mais altas
Associadas à tradição, proximidade e legado, as empresas familiares vêm incorporando uma agenda cada vez mais relevante: atrair e reter executivos sem abrir mão dos elementos que sustentam sua identidade, especialmente em um contexto de maior competição por profissionais e transformação dos modelos de gestão.

Dados de um estudo recente do Evermonte Institute ajudam a compreender essa dinâmica. O levantamento mostra que essas organizações operam com modelos próprios de gestão, baseados em confiança, agilidade e vínculos de longo prazo, ao mesmo tempo em que adotam práticas mais estruturadas, acompanhando a evolução do mercado executivo e a crescente exigência por governança mais clara.

Esse modelo possui um diferencial difícil de replicar: relações de confiança construídas ao longo do tempo. A proximidade entre liderança e operação fortalece o engajamento, estimula o senso de pertencimento e favorece vínculos de longo prazo entre empresa e executivos. É um ambiente em que decisões e relações são sustentadas por coerência e consistência ao longo das gerações, inclusive em momentos de transição societária.

E, à medida que ampliam sua atuação e passam por processos de profissionalização, muitas dessas empresas vêm estruturando com mais clareza seus critérios de gestão. A evolução de políticas de sucessão, avaliação de desempenho e remuneração tem tornado as expectativas cada vez mais transparentes, favorecendo ainda mais a atração de lideranças.

Nesse contexto, a criação de sistemas de incentivos de curto e longo prazo, alinhados à estratégia da companhia, se torna um complemento relevante. Esses mecanismos reforçam a capacidade de atrair e reter executivos de alta performance, preservando a flexibilidade característica desse modelo de gestão e ampliando a competitividade no mercado.
Outro movimento importante é a ampliação dos critérios de sucessão e desenvolvimento. É necessário entender quem são os potenciais sucessores e, a partir disso, definir o que precisa ser desenvolvido para chegar às posições mais altas. Infelizmente, esse é um processo de longo prazo e dificilmente é resolvido sob pressão – pelo contrário. Ele naturalmente demanda um planejamento contínuo e uma visão intergeracional bastante personalizada.
Mais do que números, observo um modelo em constante transformação. As empresas familiares seguem como um dos pilares da economia brasileira e, de geração em geração, combinam visão de longo prazo, proximidade na gestão e capacidade de adaptação às novas demandas do mercado, especialmente diante de novas exigências de governança e sustentabilidade e reforçando a profissionalização contínua das estruturas de decisão e gestão estratégica.
Guilherme Abdala - Cofundador da Evermonte Executive & Board Search
Guilherme Abdala, cofundador da Evermonte Executive & Board Search

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