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Mais que opção de carreira, o empreendedorismo é ferramenta de transformação social

Empreendedorismo na educação cultiva competências e transforma o futuro

Mais que opção de carreira, o empreendedorismo é ferramenta de transformação social
Os estudos acadêmicos sobre empreendedorismo ganharam corpo nas universidades a partir dos anos 1970 e, de lá para cá, atravessaram as fronteiras do ensino superior. Ainda chegam de forma tímida às escolas, mas onde são incorporados, geram engajamento, propósito e aprendizagem significativa.
Ser empreendedor vai além de abrir um negócio. É uma postura diante da vida e do trabalho, feita de iniciativa, criatividade, colaboração e resolução de problemas. Essas competências não nascem do nada: podem, e devem, ser cultivadas desde cedo, como parte do currículo e da cultura escolar. Preparar os jovens para um mundo incerto exige mais do que transmitir conteúdos. Requer fomentar uma mentalidade empreendedora.
A escola, como espaço de formação integral, pode expandir seus horizontes para além das provas e dos conteúdos. Ao promover projetos, enfrentar desafios reais da comunidade, incentivar o trabalho colaborativo e valorizar a liberdade criativa, ela cultiva autonomia, pensamento crítico e perseverança, pilares essenciais para o desenvolvimento da educação empreendedora.
Por que ensinar sobre empreendedorismo? Porque é uma possibilidade concreta de futuro. Vale para quem quer desenvolver projetos, quem sonha em abrir um negócio, para profissionais liberais e para quem quer inovar dentro de organizações (intraempreendedorismo). Mais que opção de carreira, é ferramenta de transformação social.
Tratar o empreendedorismo como cultura e estratégia educacional cria impactos duradouros. Ao estimular desde a infância o olhar curioso e a atitude proativa, abrimos caminho para negócios sustentáveis, soluções inovadoras e intraempreendedores capazes de impulsionar o desenvolvimento local.
Nada disso acontece sem o professor. Quando propõe problemas reais, conecta saberes, dá feedbacks e confia na autonomia dos estudantes, ele acende a chama do protagonismo. Sua liberdade pedagógica é a ponte entre o currículo e a vida, entre o conteúdo e a ação.
Empreender é para a vida. Escolas que valorizam criatividade, inovação, superação de obstáculos e compromisso formam jovens aptos a transformar realidades. Como empreendedores ou intraempreendedores, eles estarão mais preparados para construir um futuro melhor para si, para suas comunidades e para a sociedade como um todo.
Roselaine Moraes, Especialista de Educação do Sebrae RS
Roselaine Moraes, Especialista de Educação do Sebrae RS

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