No segundo ano desde a sua implementação, o Selo Gaúcho Premium do azeite de oliva entregou, na Expointer, certificados para 101 produtos, de 34 marcas. Agora, o Rio Grande do Sul passa a contar com o total de 174 itens da olivicultura de qualidade premium.
A coordenadora dos programas de certificados premium, Suzana Sperry, destaca a dificuldade para os olivicultores conseguirem este feito, em razão dos rigorosos critérios de avaliação do azeite. "Nesse selo da oliva, especificamente, a régua foi colocada muito acima do que é considerado um azeite bom nacionalmente."
O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, acrescenta: "O azeite para ser extravirgem tem que ter até 0,8% de acidez. No selo premium, esta régua caiu para 0,3%. A acidez não é um diferencial de gosto, mas é um indicador de qualidade".
Segundo ele, o selo é essencial para a diferenciação do azeite produzido no Rio Grande do Sul. "O azeite, diferentemente do vinho e de outros produtos, tem marcas próprias conforme o lote. No selo premium, os lotes são únicos, esta é a grande diferença", destacou.