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Publicada em 04 de Setembro de 2026 às 18:02

Definição de projeto bilionário de biorrefinaria em Rio Grande sai em outubro

O tema bioenergias foi discutido em painel realizado na Expointer 2026

O tema bioenergias foi discutido em painel realizado na Expointer 2026

Jefferson Klein/Especial/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Está prevista para outubro a definição da confirmação ou não de um investimento de cerca de US$ 1 bilhão na Metade Sul gaúcha. Esse é o aporte estimado para transformar a Refinaria Riograndense (ex-Ipiranga), situada no município de Rio Grande, em biorrefinaria.
O empreendimento será focado na produção de itens como combustível sustentável de aviação (SAF) e o chamado diesel verde (feito com matéria-prima renovável). Entre os insumos que podem ser aproveitados para fabricar esses combustíveis estão o óleo de soja, o óleo técnico de milho (TCO), o óleo de cozinha utilizado (UCO) e o sebo bovino.
O diretor da área de biorrefino da Refinaria Riograndense, Flávio Mingorance de Souza, informa que já foram investidos cerca de R$ 120 milhões na iniciativa. Ele detalha que esse montante foi aplicado em estudos de engenharia, consultorias e desenvolvimento de projeto. Souza reforça que tecnicamente o empreendimento foi aprovado e até o final do próximo mês deverá ocorrer a deliberação efetiva da decisão final de investimento. “Agora é uma discussão que está com os sócios, uma discussão de aporte de capital, esse tipo de detalhe”, comenta Souza.
Os sócios na refinaria gaúcha são a Petrobras, o Grupo Ultra e a Braskem. Com a confirmação do “sinal verde” para ir adiante, o diretor assinala que as obras começariam antes do final do ano ainda, com previsão de entrada em operação em 2029. No pico das obras de transformação da unidade deverão ser gerados 4 mil empregos e mais de 400 a 500 postos de trabalho na operação. O complexo terá uma capacidade para produzir cerca de 800 mil toneladas ao ano de biocombustíveis.
Uma situação que acabou tornando mais complexo o processo de execução das obras foi a dificuldade financeira enfrentada por um dos sócios da refinaria, a Braskem, que recentemente fez um pedido de recuperação extrajudicial. Apesar dessa questão, o fato de a iniciativa estar bem adiantada deixa quem acompanha o tema otimista que a ideia terá prosseguimento.
“A gente acredita que não tem volta mais”, enfatiza a secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp. A dirigente e Souza participaram nesta sexta-feira (4) de um painel para debater o assunto bioenergias, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, na Expointer, em Esteio.

Isa salienta que a feira é um momento propício para mostrar a importância do agronegócio para a produção da bioenergia. Ela frisa que se percebe cada vez mais a aproximação entre os setores agrícola e energético. Conforme a secretária, os cereais que, eventualmente, não têm uma finalidade alimentícia, podem ser utilizados para produzir energia.
Também participante do encontro, o diretor da Be8 Camilo Adas salienta que o projeto de construção de uma planta de etanol da empresa em Passo Fundo “está a pleno vapor”. O empreendimento deve entrar em operação já no próximo ano. Adas argumenta que a transição energética não pode ser pensada como um gasto, mas sim uma “poupança climática” para a sociedade.
 
Está prevista para outubro a definição da confirmação ou não de um investimento de cerca de US$ 1 bilhão na Metade Sul gaúcha. Esse é o aporte estimado para transformar a Refinaria Riograndense (ex-Ipiranga), situada no município de Rio Grande, em biorrefinaria.
O empreendimento será focado na produção de itens como combustível sustentável de aviação (SAF) e o chamado diesel verde (feito com matéria-prima renovável). Entre os insumos que podem ser aproveitados para fabricar esses combustíveis estão o óleo de soja, o óleo técnico de milho (TCO), o óleo de cozinha utilizado (UCO) e o sebo bovino.
O diretor da área de biorrefino da Refinaria Riograndense, Flávio Mingorance de Souza, informa que já foram investidos cerca de R$ 120 milhões na iniciativa. Ele detalha que esse montante foi aplicado em estudos de engenharia, consultorias e desenvolvimento de projeto. Souza reforça que tecnicamente o empreendimento foi aprovado e até o final do próximo mês deverá ocorrer a deliberação efetiva da decisão final de investimento. “Agora é uma discussão que está com os sócios, uma discussão de aporte de capital, esse tipo de detalhe”, comenta Souza.
Os sócios na refinaria gaúcha são a Petrobras, o Grupo Ultra e a Braskem. Com a confirmação do “sinal verde” para ir adiante, o diretor assinala que as obras começariam antes do final do ano ainda, com previsão de entrada em operação em 2029. No pico das obras de transformação da unidade deverão ser gerados 4 mil empregos e mais de 400 a 500 postos de trabalho na operação. O complexo terá uma capacidade para produzir cerca de 800 mil toneladas ao ano de biocombustíveis.
Uma situação que acabou tornando mais complexo o processo de execução das obras foi a dificuldade financeira enfrentada por um dos sócios da refinaria, a Braskem, que recentemente fez um pedido de recuperação extrajudicial. Apesar dessa questão, o fato de a iniciativa estar bem adiantada deixa quem acompanha o tema otimista que a ideia terá prosseguimento.
“A gente acredita que não tem volta mais”, enfatiza a secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp. A dirigente e Souza participaram nesta sexta-feira (4) de um painel para debater o assunto bioenergias, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, na Expointer, em Esteio.

Isa salienta que a feira é um momento propício para mostrar a importância do agronegócio para a produção da bioenergia. Ela frisa que se percebe cada vez mais a aproximação entre os setores agrícola e energético. Conforme a secretária, os cereais que, eventualmente, não têm uma finalidade alimentícia, podem ser utilizados para produzir energia.
Também participante do encontro, o diretor da Be8 Camilo Adas salienta que o projeto de construção de uma planta de etanol da empresa em Passo Fundo “está a pleno vapor”. O empreendimento deve entrar em operação já no próximo ano. Adas argumenta que a transição energética não pode ser pensada como um gasto, mas sim uma “poupança climática” para a sociedade.
 

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