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Publicada em 08 de Setembro de 2026 às 00:05

Expointer mira edição de 50 anos e aponta estacionamento e acessos como desafios

Infraestrutura e mobilidade estão entre os principais pontos de alerta

Infraestrutura e mobilidade estão entre os principais pontos de alerta

/Dani Villar / Especial / JC
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Gabrieli Silva
Gabrieli Silva Repórter
A expansão do público e a necessidade de preparar a Expointer para a edição de 50 anos colocam estacionamento, acessos e circulação de veículos entre os principais desafios da feira. Na avaliação da subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, Betty Cirne-Lima, a infraestrutura de água e energia avançou nos últimos anos, mas a estrutura destinada aos veículos ainda exige investimentos.

A expansão do público e a necessidade de preparar a Expointer para a edição de 50 anos colocam estacionamento, acessos e circulação de veículos entre os principais desafios da feira. Na avaliação da subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, Betty Cirne-Lima, a infraestrutura de água e energia avançou nos últimos anos, mas a estrutura destinada aos veículos ainda exige investimentos.

“Eu acho que esse é o ponto mais sensível, acho que essa é a questão mais frágil que a gente deve investir bastante para evoluir melhor para os próximos anos”, afirma Betty.

O crescimento de público a cada edição, porém, aumenta a pressão sobre os acessos, o parque possui cerca de 6 mil vagas de estacionamento, mas tanto o público quanto os expositores relataram dificuldades para encontrar espaço nos horários de maior movimento, além de problemas relacionados à lama, calçadas e circulação. O estacionamento custa R$ 53,00 por veículo. A gestão do parque afirma que vem ampliando áreas destinadas aos veículos, mas reconhece que ainda há uma etapa de qualificação da estrutura. 

“Conseguimos expandir áreas, fornecimento de novas áreas de estacionamento, mas em termos de qualificação final da estrutura de piso e abastecimento de energia elétrica nas áreas de estacionamento ainda temos muito a avançar”, diz Betty.

A edição de 2026 reúne cerca de 2 mil expositores e ocupa um parque de 141 hectares, com 45,3 mil metros quadrados de pavilhões cobertos, 70 mil metros quadrados destinados a exposições, 19 locais para julgamentos e nove espaços para leilões e auditórios. Durante as etapas de montagem, realização e desmontagem, são estimados cerca de 30 mil empregos diretos. 

Água e energia, por outro lado, aparecem como exemplos de melhorias que já produziram resultados. Segundo Betty, foram realizados investimentos expressivos nos sistemas de fornecimento nos últimos anos e, nesta edição, não houve falta de água ou energia durante a feira.

A mobilidade deverá, portanto, estar entre os temas centrais do planejamento para a 50ª Expointer. Betty explica que, a cada edição, são feitas mudanças na logística e na distribuição dos veículos, tanto no entorno quanto dentro do parque. O desafio é especialmente relevante diante da perspectiva de uma edição comemorativa. S na edição de 2025, o parque registrou mais de 1 milhão de visitantes, segundo os números oficiais da feira. 

Além da infraestrutura, a próxima edição terá o desafio de manter a capacidade de negócios em um momento de dificuldade no agronegócio. Betty cita o setor de máquinas como uma das áreas mais afetadas pela crise financeira que atinge o campo. Ao mesmo tempo, setores da feira seguem demonstrando força como o Pavilhão da Agricultura Familiar que reúne 509 expositores de 216 municípios e comercializou R$ 5,8 milhões nos cinco primeiros dias da Expointer. 

Com isso, a preparação para os 50 anos da Expointer deverá combinar uma estrutura capaz de receber grandes volumes de público com melhorias na experiência de circulação e permanência no parque. Para Betty, o próximo ciclo de gestão passa principalmente por atacar os gargalos que continuam aparecendo justamente quando a feira atinge seus maiores públicos.

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