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Publicada em 01 de Setembro de 2026 às 15:51

Entidades pedem que governo priorize auditorias internacionais da carne brasileira

Roberto Grecellé, executivo da Associação Brasileira de Brangus, diz que Brasil não pode ficar de 60 a 90 dias sem exportar para um mercado como a Europa

Roberto Grecellé, executivo da Associação Brasileira de Brangus, diz que Brasil não pode ficar de 60 a 90 dias sem exportar para um mercado como a Europa

Dani Villar/Especial/JC
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Cláudio Isaías
Cláudio Isaías Repórter
A decisão da União Europeia sobre o veto à importação de carne bovina do Brasil passa a valer em 3 de setembro. Na Expointer, entidades ligadas ao setor da produção animal pediram que o governo brasileiro trate a questão como prioridade número um. Além disso, defenderam que o governo federal permita que técnicos europeus façam auditorias e tenham acesso a documentos sobre a qualidade da produção brasileira de carne. 
A decisão da União Europeia sobre o veto à importação de carne bovina do Brasil passa a valer em 3 de setembro. Na Expointer, entidades ligadas ao setor da produção animal pediram que o governo brasileiro trate a questão como prioridade número um. Além disso, defenderam que o governo federal permita que técnicos europeus façam auditorias e tenham acesso a documentos sobre a qualidade da produção brasileira de carne. 
O documento sobre o veto à carne brasileira foi assinado no dia 4 de junho e publicado no dia 5 de junho pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e formaliza a decisão que havia sido anunciada pelo bloco em maio. 
O executivo da Associação Brasileira de Brangus, Roberto Grecellé, disse que o governo federal deve ter como prioridade número um abastecer a União Europeia com informações sobre a qualidade da carne bovina do Brasil. "O Ministério da Agricultura deve agilizar imediatamente auditorias internacionais para comprovar a segurança sanitária da produção animal do Brasil", destaca. Grecellé esteve nesta terça-feira (1º) na Casa do Jornal do Comércio na Expointer, em Esteio. "O Brasil não tem nada a esconder e o nosso País não pode ficar de 60 a 90 dias sem exportar para um mercado tão importante como a Europa", ressalta. O executivo afirma que é fundamental a carne brasileira estar na Europa. 
Conforme Grecellé, é preciso trazer os técnicos europeus para o Brasil e mostrar os documentos. "O Ministério da Agricultura precisa colocar todo o seu time para mostrar aos europeus que o tema é prioridade número um", destaca.
O gerente nacional do programa Carne Angus, Maychel Borges, disse que a suspensão das importações de carne brasileira pela União Europeia possui uma natureza predominantemente burocrática, centrada na necessidade das autoridades brasileiras comprovarem rigorosamente o controle sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. "A medida preocupa. Porém, tenho a confiança na capacidade técnica e sanitária dos produtores nacionais para restabelecer a confiança da Europa", comenta. Para Borges, a solução reside no diálogo diplomático e na organização de documentos, visando atender às exigências dos europeus.
De acordo com Borges, o setor produtivo brasileiro tem longa experiência no fornecimento de carne para a Europa, e sempre cumpriu rigorosamente todas as exigências sanitárias estabelecidas ao longo dos últimos tempos. "O Brasil possui uma capacidade diferenciada no cenário global, o que torna o País plenamente capaz de organizar os documentos exigidos e prestar os esclarecimentos necessários aos europeus", acrescenta.

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