A necessidade de ampliar os investimentos em conhecimento ganha ainda mais relevância diante das dificuldades enfrentadas atualmente pelo setor no Estado. O agro gaúcho convive com produtores endividados, margens pressionadas e uma sequência de eventos climáticos extremos, incluindo estiagens e enchentes. “É justamente diante dessas dificuldades que precisamos ainda mais de pesquisa, tecnologia e inovação para produzir melhor, com mais eficiência e preparados para as mudanças do clima”, afirmou.
A importância do campo para a economia gaúcha também foi destacada. Segundo Tumelero, o desempenho da agropecuária tem reflexos diretos sobre o Produto Interno Bruto (PIB), a indústria, o comércio, os serviços e a geração de empregos. “Fortalecer o agro é fortalecer a economia do Rio Grande do Sul”, resumiu.
O evento também marcou um momento especial para o Jornal do Comércio, que completa 93 anos de história e chega às três décadas do Prêmio O Futuro da Terra. Ao longo desse período, a iniciativa passou a reconhecer homens e mulheres dedicados à produção de conhecimento e à busca de soluções para o setor. “São três décadas reconhecendo pesquisadores e técnicos que, por meio da pesquisa e da inovação, contribuem para o fortalecimento da produção agropecuária do Rio Grande do Sul e do Brasil”, destacou o presidente do JC.
Além da premiação, o Jornal do Comércio vem ampliando a cobertura dedicada ao agronegócio. Entre as iniciativas citadas estão o Podcast JC Agro, uma parceria com a Angus Brasil, a publicação de indicadores do setor em parceria com o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Novilho de Corte (Nespro) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a cobertura de feiras e eventos do setor no Estado. A proposta é aproximar ainda mais o jornal de produtores, pesquisadores, empresários e lideranças.
O discurso também destacou investimentos em tecnologia, dados e inteligência artificial e citou o Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, projeto que percorre diferentes regiões do Estado para identificar oportunidades e desafios locais. “Tudo isso parte de uma mesma convicção: o desenvolvimento do Rio Grande do Sul passa pelo conhecimento, pela inovação, pelo empreendedorismo e pelo fortalecimento do nosso agro”, afirmou.
Ao encerrar a manifestação, o Giovanni Tumelero reafirmou o compromisso com a pesquisa e com o desenvolvimento do setor. A expectativa é que os 30 anos do Prêmio O Futuro da Terra representem o começo de uma nova etapa. “Que estes 30 anos sejam também o início de um novo ciclo de pesquisa, inovação e desenvolvimento para o agronegócio gaúcho e para o Rio Grande do Sul”, concluiu.