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Publicada em 30 de Agosto de 2026 às 17:03

Expointer movimenta público, negócios e política no primeiro fim de semana

Circulação de público, Expointer 2026.

Circulação de público, Expointer 2026.

Dani Villar / Especial / JC
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Gabrieli Silva
Gabrieli Silva Repórter
A 49ª Expointer começou neste fim de semana com uma combinação de expectativas econômicas, grande circulação de público, novidades no campo e discussões sobre os desafios do agronegócio. A abertura oficial ocorreu na manhã de sábado (29), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com a presença de autoridades e representantes do setor.
A 49ª Expointer começou neste fim de semana com uma combinação de expectativas econômicas, grande circulação de público, novidades no campo e discussões sobre os desafios do agronegócio. A abertura oficial ocorreu na manhã de sábado (29), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com a presença de autoridades e representantes do setor.
A feira chega à edição de 2026 com expectativa de superar os resultados dos últimos anos. Veja os números de visitantes nas últimas edições:
  • 2022: 772.914
  • 2023: 822.340
  • 2024: 662.000
  • 2025: 1.010.020
Até o fechamento desta reportagem, só no primeiro sábado, foi contabilizado público de 80.915 pessoas. Os dados referentes ao domingo serão divulgados somente na segunda-feira. 
Além dos negócios realizados dentro do parque, a movimentação deve beneficiar hotéis, bares e restaurantes de Esteio e da região - no ano passado, registraram aumento de 200% nas vendas de bares e restaurantes durante o evento, em comparação com o ano anterior.
A agricultura familiar também ganhou destaque, com 509 estandes e representantes de 216 municípios em um pavilhão inteiramente dedicado ao segmento, com melhorias na infraestrutura para receber o público, como um mezanino e espaço para amamentação.
O setor de alimentação, um dos mais movimentados da Expointer, registrou vendas afetadas pelas chuvas no primeiro dia. Empreendedores também perceberam maior cautela dos visitantes nos gastos, com porções e lanches sendo divididos para reduzir custos. Os preços variam, mas podem passar de R$ 100,00.
O primeiro fim de semana, porém, também expôs problemas de mobilidade com o bloqueio no Viaduto Carlos Rivaci Sperotto, inaugurado uma semana antes da feira justamente com a promessa de melhorar o trânsito na região, mas que teve o acesso pela BR-448 bloqueado no sentido do parque. A decisão foi tomada pelo Núcleo de Segurança da Expointer após conflitos entre motoristas nos acessos aos portões 7 e 10. Durante a feira, a estrutura com investimento de R$7,9 milhões ficará liberada apenas no sentido da BR-116 para a BR-448.
Entre as novidades da agricultura familiar, estão a cachaça produzida com ervas daninhas, linguiça de copa com figo, pesto de pinhão e rúcula, doces que combinam nozes e lavanda e caldas de frutas para bebidas. Os lançamentos mostram a aposta das agroindústrias em inovação, diferenciação e maior valor agregado.
Entre os fabricantes de máquinas, a expectativa é positiva, pois a feira funciona como uma vitrine de negócios, no entanto, enfrentam um produtor mais cauteloso diante do endividamento e crédito seletivo. Empresas como Yanmar, Massey Ferguson, LS Tractor e SLC Máquinas apostam em financiamento, consórcios e novos modelos para estimular negócios.
Atividades envolvendo demonstrações técnicas, produção rural, oficinas com cães de pastoreio, tosquia de ovinos, abelhas sem ferrão e avaliação de bovinos dividiram espaço com atrações musicais como a presença da escola de samba Império do Sol, que levou o Carnaval fora de época diretamente de Uruguaiana para as ruas da feira.
Já no palco central, atrações culturais agitaram o público com o 2º Festival Cultural do Parque Assis Brasil, Projeto Estrada Cultural e Projeto Mostra Musical da Expointer 2026, além de uma nova edição da Ópera Gaúcha, que teve “Identidade” como tema. A apresentação ocorreu em uma celebração alusiva aos 400 anos das Reduções Jesuíticas e aos 400 anos da chegada e consolidação da pecuária no território sul-rio-grandense.
Na agenda política, o governador Eduardo Leite esteve presente na primeira manhã do evento e defendeu a participação do governo federal nos debates realizados durante a feira, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores, como as mudanças climáticas e o endividamento do setor.
A movimentação política também marcou o domingo com a visita do candidato à Presidência da República Romeu Zema, que passou pela Casa do Jornal do Comércio, onde foi recebido pelo diretor-presidente do JC, Giovanni Jarros Tumelero. O ex-governador de Minas Gerais estava acompanhado de aliados gaúchos do partido Novo. Em resposta ao questionamento sobre como avalia a possibilidade de reverter um cenário em que as pesquisas eleitorais apontam os dois primeiros colocados muito à frente dos demais adversários, Zema afirmou que acredita na possibilidade de mudança até a eleição. Para o candidato, o eleitor ainda não definiu sua escolha
O primeiro fim de semana mostrou uma feira que, além de concentrar a atividade econômica do setor, também agrega espaço de debate sobre os rumos do agronegócio gaúcho.

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