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Publicada em 28 de Agosto de 2026 às 07:00

Cenário positivo para pecuária incrementa participação dos animais

Expointer 2026 terá mais animais de elite no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio; número de exemplares inscritos cresceu

Expointer 2026 terá mais animais de elite no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio; número de exemplares inscritos cresceu

/Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
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Ana Esteves
A Expointer 2026 terá uma presença mais robusta de animais de elite circulando pelas quadras do Parque de Exposição Assis Brasil, em Esteio, a partir do dia 29 de agosto. O número de exemplares de argola inscritos, aqueles que ficam nos boxes expostos durante toda a feira, cresceu 12% em relação à edição 2025: no total, foram 5.756 inscritos em 2026, contra 5.107 de 2025. Entre os rústicos, houve aumento de 36% nas inscrições de uma edição para a outra, saltando de 1.589 exemplares para 2.170.
A Expointer 2026 terá uma presença mais robusta de animais de elite circulando pelas quadras do Parque de Exposição Assis Brasil, em Esteio, a partir do dia 29 de agosto. O número de exemplares de argola inscritos, aqueles que ficam nos boxes expostos durante toda a feira, cresceu 12% em relação à edição 2025: no total, foram 5.756 inscritos em 2026, contra 5.107 de 2025. Entre os rústicos, houve aumento de 36% nas inscrições de uma edição para a outra, saltando de 1.589 exemplares para 2.170.
Comissário-geral da Expointer, Pablo Charão afirma que o crescimento se deve, em grande parte, ao bom momento vivido pelo setor da bovinocultura de corte, em função do aquecimento dos preços dos terneiros no mercado.
"É um cenário de alta do ciclo pecuário, com excelente demanda por esses animais, o que motiva as cabanhas a trazerem o que têm de melhor para Esteio", avalia Charão.
O incremento no número de animais inscritos vinha sendo percebido antes mesmo do encerramento das inscrições para a mostra, pelo otimismo demonstrado pelas entidades representativas do setor pecuário. O resultado deve ser percebido especialmente no pavilhão do gado de corte, que neste ano não terá grandes espaços vazios, como percebido em edições passadas da exposição. Serão 17 raças entre os bovinos de corte, contabilizando 867 animais (14,5% de aumento), quatro raças de bovinos mistos com 81 exemplares (aumento de 35%), duas raças de bubalinos, chegando a 44 exemplares (com incremento de 76%) e sete raças de zebuínos, com 216 animais, que contabilizam o maior incremento (78%).
O cenário também é marcado pelo retorno de raças que estavam afastadas da exposição e pela estreia de outras. Entre os bovinos de corte, uma das novidades é a participação do Senangus, cruzamento de Senepol com Angus, que chega à feira com quatro animais inscritos, todos para a pista de argola. O movimento ocorre depois da autorização para que a Associação Brasileira do Senepol faça o controle de genealogia do cruzamento, abrindo caminho para sua consolidação como nova raça. Entre os que retornam à feira, estão o Crioulo Lageano, conhecido pelos chifres longos, com quatro exemplares inscritos, e o Galloway, que retorna às pistas após vários anos de ausência. Entre os zebuínos, o Guzerá e Tabapuã também retomam, depois de três anos fora da feira.
Outro destaque é o pavilhão dos pequenos animais, pois dos 5.756 animais de argola inscritos, 2.151 estarão concentrados nesse espaço, que representa mais de um terço do total. Pássaros e coelhos, além de participarem da exposição, terão feiras específicas de comercialização, iniciativa que foi ampliada neste ano. Os coelhos são comercializados principalmente como animais de companhia, enquanto os pássaros são destinados à venda. Para Charão, a possibilidade de comercialização ajuda a aproximar ainda mais o público da feira. Enquanto os grandes animais normalmente permanecem nos pavilhões até o encerramento da programação, os pequenos podem ser adquiridos pelos visitantes e levados para casa. Os grandes campeões, no entanto, permanecem no local até o domingo, quando participam do desfile.
Os caprinos também ampliaram a presença, com crescimento de 16,6%, com sete raças, 231 animais e o retorno do Alpino Americano, raça leiteira que não participava da feira desde 2009. A Expointer receberá ainda uma exposição nacional da raça Boer, o que exigiu a montagem de uma estrutura adicional próxima à pista de rústicos. Com isso, os animais da raça ficarão distribuídos em dois pontos do parque. Já os ovinos tiveram uma redução de 6% nas inscrições, em função, segundo Charão da nova exigência da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), que passou a requerer exame de DNA dos animais.
"Alguns exemplares não conseguiram comprovar a genealogia e, por isso, ficaram fora da inscrição", informa.
São ao todo 14 raças e 934 exemplares, com destaque para a raça Texel, com 209 inscritos e a Hampshire Down, com 102. Para o comissário-geral, a redução, indica uma maior qualificação do plantel levado à feira, ao garantir maior segurança sobre a origem genética dos animais.
Entre os equinos, houve redução geral de 19,2%, em função da redução de inscritos na raça Crioula, que no ano passado teve uma prova adicional, o Freio do Proprietário. O pônei também contribuiu para a queda percentual, já que havia realizado uma exposição nacional na edição anterior. Mesmo assim, com 162 exemplares, permanece como a segunda raça de equinos com maior presença na feira, atrás do Crioulo.
Para esta edição, a quantidade total de raças de cavalos será de nove, com 836 inscritos, contra 1.035 de 2025. Nessa edição, as únicas raças que não tiveram redução de inscritos foi a Árabe, com 98 animais inscritos (aumento de 28,9%), e do Campeiro, com 50 inscritos (19% a mais).
Nos bovinos leiteiros, a retração é de aproximadamente 10%, relacionada às dificuldades econômicas enfrentadas pelos produtores, especialmente diante dos custos de participação e do preço recebido pelo leite. A duração da Expointer também pesa, já que a atividade leiteira exige acompanhamento permanente.
"A necessidade de mão de obra é outro fator. Grande parte dos produtores é formada por agricultores familiares, que precisam conciliar a participação na feira com a rotina de ordenha e manejo das propriedades", diz Charão.
Na contramão das raças leiteiras tradicionais, o Gir Leiteiro ampliou sua participação em 10% com 85 animais, acompanhando o desempenho positivo observado entre os zebuínos.
O aumento da participação dos animais na mostra começa, porém, a colocar uma questão estrutural para as próximas edições, pois, segundo Charão, os pavilhões estão próximos do limite. O de ovinos, que abriga animais de corte e outras categorias, já opera praticamente lotado, exigindo ajustes na divisão interna conforme a quantidade inscrita a cada ano. Uma das possibilidades em estudo é ampliar a estrutura existente ou criar um pavilhão específico para ovinos. Por enquanto, são ideias que ainda não avançaram para projetos concretos ou novos investimentos. A localização dos pavilhões de bovinos de corte também dificulta mudanças, já que eles estão no centro do parque, próximos às pistas de julgamento e cercados por outras estruturas. Para Charão, uma eventual expansão precisará considerar não apenas a disponibilidade de área, mas também a logística dos julgamentos e o deslocamento dos animais.

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