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Publicada em 04 de Setembro de 2025 às 17:48

Setor florestal da Região Sul define estratégias para atuação conjunta

Evento na Expointer das Frentes Parlamentares da Silvicultura nos estados da Região Sul

Evento na Expointer das Frentes Parlamentares da Silvicultura nos estados da Região Sul

Divulgação/JC
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
A atividade de madeira plantada enfrenta um cenário de incertezas diante do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. O país é um dos principais destinos das exportações da Região Sul de manufaturados de madeira, e as novas medidas tarifárias estão colocando em risco milhares de empregos e a sobrevivência de empresas.
A atividade de madeira plantada enfrenta um cenário de incertezas diante do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. O país é um dos principais destinos das exportações da Região Sul de manufaturados de madeira, e as novas medidas tarifárias estão colocando em risco milhares de empregos e a sobrevivência de empresas.
A repercussão do tarifaço foi um dos temas discutidos durante reunião das frentes parlamentares do setor madeireiro do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, realizada na quarta-feira (3), na Casa da Assembleia, na Expointer.
O encontro teve as presenças dos deputados que presidem as frentes, representantes de associações florestais e sindicatos empresariais, prefeitos de municípios com forte vocação para a atividade, além de diretores de indústrias do setor. De acordo com o presidente do Sindimadeira RS, Leonardo De Zorzi, a atuação conjunta, que não existia, será fundamental para o setor ter voz única e forte na defesa dos seus interesses junto ao Congresso Nacional e governo federal. Nova reunião está programada para novembro.
O dirigente afirma que até o momento não houve nenhum avanço positivo nos reflexos das novas tarifas sobre o setor florestal. Reconhece como importante o Plano Soberano lançado pelo governo federal, mas que não atende a atividade. "Trabalhamos para sensibilizar o governo, porque o tempo está passando, e já temos informações de fechamento de unidades produtivas", frisou.
O dirigente acrescenta que a maioria das empresas está tentando ganhar tempo, usando diferentes estratégias para evitar o pior. Redução de turnos e férias coletivas são as medidas mais usuais, mas que não garantem a sobrevivência das operações por meses contínuos no prejuízo, situação que deve levar a demissões. "É triste ter de tomar esta decisão, mas não há alternativas", lamenta.
Atenta também para o problema dos municípios onde a madeira é a principal atividade econômica. "Compreendemos a visão macro do governo, mas quando se analisa a situação por segmento e por municípios, o problema se mostra muito grave", pondera.
A presidente da Famurs, prefeita de Nonoai, Adriane Perin, está à frente de um movimento para unir forças entre as federações de municípios dos três estados do Sul em busca de uma audiência com a Confederação Nacional dos Municípios e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que conduz as negociações com o governo norte-americano sobre comércio exterior.
De Zorzi frisa que algumas linhas de produtos florestais estão fora do tarifaço e há pequena movimentação de negócios em determinados itens. Mas garante que são quantidades mínimas e irrisórias diante do cenário anterior. Define a abertura de novos mercados como utópica, porque os canais existentes já estão abastecidos por outros países. "Para conquistar este espaço é preciso uma série de ações e tempo, além de preço", reforça.
Outro tema abordado foi o PL 364, de autoria do deputado Alceu Moreira, que trata da conversão de campos de altitude. "O assunto é importante para os três estados, pois existem legislações próprias e uma federal, que hoje são impeditivos para expansão do setor, por conta de interpretações diversas sobre biomas", frisou De Zorzi.
O objetivo do projeto é flexibilizar a legislação, mantendo a proteção dos Campos de Altitude, mas permitindo ao produtor rural desenvolver atividades sem que esteja sujeito a multas, embargos e processos. De acordo com o deputado, a alteração é fundamental para que a produção agrícola das regiões de Campos de Altitude não seja completamente anulada.

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