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Publicada em 01 de Setembro de 2025 às 18:25

Sindienergia apresenta projeto Ventos e Marés na Casa do JC na Expointer

Daniela Cardeal, presidente do Sindienergia, e Edgar Cardeal, diretor da DGE, foram recebidos pelo presidente do JC, Giovanni Tumelero

Daniela Cardeal, presidente do Sindienergia, e Edgar Cardeal, diretor da DGE, foram recebidos pelo presidente do JC, Giovanni Tumelero

BRENO BAUER/JC
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Gabriel Margonar
Gabriel Margonar
A presidente do Sindienergia, Daniela Cardeal, e o presidente da DGE Soluções Renováveis, Edgar Cardeal, visitaram a Casa do Jornal do Comércio na Expointer na manhã desta segunda-feira (1º). Eles foram recebidos pelo presidente do JC, Giovanni Tumelero, em encontro marcado pela apresentação do Projeto Ventos e Marés, iniciativa pioneira no Rio Grande do Sul voltada para a implantação de usinas eólicas offshore no Estado.
A presidente do Sindienergia, Daniela Cardeal, e o presidente da DGE Soluções Renováveis, Edgar Cardeal, visitaram a Casa do Jornal do Comércio na Expointer na manhã desta segunda-feira (1º). Eles foram recebidos pelo presidente do JC, Giovanni Tumelero, em encontro marcado pela apresentação do Projeto Ventos e Marés, iniciativa pioneira no Rio Grande do Sul voltada para a implantação de usinas eólicas offshore no Estado.
O projeto busca aproximar comunidades pesqueiras e atores locais do debate sobre a transição energética, garantindo que o processo seja inclusivo e socialmente justo. “Mais do que discutir a viabilidade técnica, queremos criar um espaço de diálogo que valorize o conhecimento local e traga soluções sustentáveis para todos os envolvidos”, explicou Daniela.
Ela destacou que o Rio Grande do Sul foi protagonista em evento recente da Associação Brasileira de Energia Eólica, em São Paulo, ao apresentar um projeto mais avançado que já conta com apoio do governo estadual, por meio das secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, além da participação de empresas do setor. “Nosso Estado mostrou maturidade e organização, conseguindo levar uma proposta concreta e que já está em andamento”, afirmou.
Entre as próximas ações, está prevista uma missão oficial à Holanda em novembro, organizada junto ao governo estadual e instituições parceiras como a InvestRS e o Ifema. A agenda incluirá o acompanhamento de representantes do Ministério Público Federal e Estadual, para trocar experiências com pescadores que já convivem com parques offshore há mais de 25 anos. “Queremos levar respostas concretas às comunidades gaúchas, mostrando como outros países superaram desafios e aproveitaram os benefícios da energia eólica no mar”, explicou a dirigente.
Segundo Daniela, os principais ganhos estão ligados ao alto potencial de geração de energia, com fator de capacidade mais elevado que as usinas terrestres. Isso pode transformar a matriz energética do Estado. “Hoje importamos de 30% a 40% da energia que consumimos, o que encarece o custo para a sociedade. Com a implantação dos parques offshore, podemos alcançar a autossuficiência e até gerar excedentes, abrindo caminho para a produção de hidrogênio verde, fertilizantes sustentáveis e biocombustíveis”, destacou.
Atualmente, cerca de 30 projetos de usinas eólicas offshore estão em fase de licenciamento na costa gaúcha. Para Daniela, o avanço da iniciativa representa não apenas segurança energética, mas também uma oportunidade de desenvolvimento econômico e social. “É uma contribuição que vai muito além da energia, fortalecendo a logística, o agronegócio e promovendo a descarbonização de setores estratégicos”, concluiu.

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