Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 24 de Agosto de 2025 às 00:30

Pesquisa traz opção sustentável ao tratamento de resíduos

Luiz Antonio de Almeida Pinto dedica sua vida aos estudos na Furg

Luiz Antonio de Almeida Pinto dedica sua vida aos estudos na Furg

/Arquivo Pessoal/Divulgação/JC
Compartilhe:
Giovanna Sommariva
Giovanna Sommariva Editora Assistente
Há quase cinco décadas na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), como estudante, docente e atualmente diretor da Escola de Química e Alimentos, o professor Luiz Antonio de Almeida Pinto é um verdadeiro apaixonado pela academia, com uma trajetória dedicada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para o tratamento e valorização de resíduos.
Há quase cinco décadas na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), como estudante, docente e atualmente diretor da Escola de Química e Alimentos, o professor Luiz Antonio de Almeida Pinto é um verdadeiro apaixonado pela academia, com uma trajetória dedicada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para o tratamento e valorização de resíduos.
Seu trabalho tem como eixo central a busca por alternativas sustentáveis para o tratamento de resíduos. Na agroindústria, por exemplo, são reaproveitados resíduos como palha de arroz, bagaço de milho, soja, bagaço de azeitona e caroços de pêssego. E, considerando a grande atividade de pesca em Rio Grande, o pesquisador também realiza reaproveitamento de cascas de camarão e caranguejo, além de cabeças, vísceras e ossos de pescados.
Esses materiais, que seriam descartados, podem ter diferentes fins. De alguns itens são produzidos quitina e quitosana, que, por sua vez, são transformados em matérias-primas como pó, esponjas e hidrogéis. A quitosana também pode ser misturada com outros biomateriais, como amido e gelatina - produzida a partir dos ossos e peles dos peixes -, para criar novos compostos e estruturas, além de contribuir para a redução do descarte inadequado no meio ambiente. As aplicações práticas são diversas. Materiais à base de quitina e quitosana são utilizados como biossorventes para tratar efluentes, eficazes na remoção de íons metálicos, corantes orgânicos e produtos químicos tóxicos - atuação na qual Pinto é pioneiro.
A principal meta desse trabalho é transformar resíduos em produtos de maior valor agregado, evitando o descarte no ambiente e criando uma economia circular. Essa abordagem não visa apenas o tratamento ambiental, mas o desenvolvimento de novos produtos e processos.
Atualmente, Pinto orienta 18 alunos de pós-graduação em três programas diferentes, e trabalha com outros professores em seus laboratórios, formando um grupo de trabalho de mais de 50 pessoas, entre alunos de pós-graduação e graduação. "Todo mundo que está nessa unidade já foi meu aluno. Todos aqui que estudaram Engenharia Química e de Alimentos na Furg foram meus alunos, então, eu já me sinto como um paizão de todo mundo", brinca o professor.
Durante os 10 anos que atuou como coordenador de pós-graduação na Furg, no final dos anos 1980, foi responsável por dividir as engenharias Química, Mecânica e Civil. Pinto também destaca que foi um dos fundadores de dois cursos na universidade.

Notícias relacionadas