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Publicada em 24 de Agosto de 2025 às 00:30

Pesquisadora da Ufrgs destaca o papel econômico e social do arroz

Márcia tem mais de 20 anos dedicados à pesquisa com o cereal

Márcia tem mais de 20 anos dedicados à pesquisa com o cereal

/TÂNIA MEINERZ/JC
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Cláudio Isaías
Cláudio Isaías Repórter
Márcia Maria Auxiliadora Naschenveng Pinheiro Margis, professora titular do Departamento de Genética e Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), soma mais de 20 anos dedicados à pesquisa sobre genética funcional do arroz, com ênfase na compreensão dos mecanismos moleculares de resposta a estresses abióticos que contribuem diretamente para a sustentabilidade agrícola em cenários de mudanças climáticas. Nascida em Cuiabá (MT), a docente atua também nos programas de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM) e de Pós Graduação em Biologia Celular e Molecular (PPGBCM). 
Márcia Maria Auxiliadora Naschenveng Pinheiro Margis, professora titular do Departamento de Genética e Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), soma mais de 20 anos dedicados à pesquisa sobre genética funcional do arroz, com ênfase na compreensão dos mecanismos moleculares de resposta a estresses abióticos que contribuem diretamente para a sustentabilidade agrícola em cenários de mudanças climáticas. Nascida em Cuiabá (MT), a docente atua também nos programas de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM) e de Pós Graduação em Biologia Celular e Molecular (PPGBCM). 
O estudo da resposta de plantas a estresses sempre despertou muito interesse da comunidade científica, pois auxilia no desenvolvimento de tolerância a estresses abióticos e resistência a estresses bióticos. "Estresses abióticos como salinidade, seca, alagamentos, altas ou baixas temperaturas, deficiência de minerais ou toxicidade de metais limitam a produtividade agronômica no mundo", ressalta. A docente destaca que o entendimento dessas respostas é essencial para programas de melhoramento genético de plantas cultiváveis. "Na verdade, a minha pesquisa visa entender a função dos genes de respostas ao estresse", comenta.
Conforme a professora titular do Departamento de Genética e Centro de Biotecnologia da Ufrgs, quando uma planta é submetida a um estresse abiótico, ela reprograma o genoma expresso de maneira a ter proteínas que ajudem a suportar esse estresse. Márcia comenta que desde o começo da sua carreira acadêmica sempre se interessou pelos genes de estresse relacionados a estresses bióticos (quando a planta, por exemplo, responde a uma infecção fúngica, bacteriana ou a um vírus) e abióticos - que estão expostos a seca, altas e baixas temperaturas e frio. "Sempre quis entender quais são os genes expressos nas plantas e quando elas são submetidas a esse tipo de estresse", destaca.
No campo de pesquisa da professora, o arroz, pelo seu alto valor nutricional, possui grande importância na alimentação humana e na agronomia e, atualmente, representa o alimento com maior potencial para combater a fome no mundo por causa de sua versatilidade e ampla capacidade de adaptação, desempenhando um papel estratégico tanto economicamente quanto socialmente.
A docente comenta que o arroz é o seu modelo principal porque ele tem importância econômica e social. "O arroz alimenta mais da metade da população humana. Além disso, ele é importante para a agricultura e para o nosso Estado. A maior parte do arroz consumido no Brasil é produzido no Rio Grande  Sul", acrescenta.   
Com relação às mudanças climáticas, a professora comenta que é necessário tentar desenvolver plantas mais adaptadas à seca e às altas temperaturas. "Se conseguirmos manipular uma planta para ela resistir mais às altas temperaturas, à seca e à salinidade nós poderemos ter ganhos muito importantes", ressalta. "Se a gente conseguir melhorar a produtividade poderemos alimentar mais pessoas. Nós precisamos pensar no futuro da terra."

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