Faltando poucos dias para a Páscoa 2024, o varejo já comemora o que pode ser um recorde no volume de vendas. Com um cenário no qual as taxas de juros permanecem elevadas e a inflação ainda alta, os lojistas colocam suas fichas no fato de a data ter um forte apelo emocional, levando consumidores, muitos em dificuldades financeiras, a deixarem de lado a situação para presentear com o tradicional chocolate e preparar o peixe da Sexta-feira Santa.
Faltando poucos dias para a Páscoa 2024, o varejo já comemora o que pode ser um recorde no volume de vendas. Com um cenário no qual as taxas de juros permanecem elevadas e a inflação ainda alta, os lojistas colocam suas fichas no fato de a data ter um forte apelo emocional, levando consumidores, muitos em dificuldades financeiras, a deixarem de lado a situação para presentear com o tradicional chocolate e preparar o peixe da Sexta-feira Santa.
A Páscoa é a sexta data comemorativa mais relevante do calendário do varejo nacional. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o volume vendido em 2024 deve totalizar R$ 3,44 bilhões, o que representaria um crescimento de 4,5% em relação a 2023. A entidade nacional ainda coloca o Rio Grande do Sul entre os estados que terão volumes mais significativos de vendas (R$ 194,18 milhões).
No mesmo sentido, a FCDL-RS projeta um crescimento de 6,5% na comparação com a Páscoa passada, ou seja, uma injeção de R$ 213 milhões no comércio estadual.
Um dos motivos para a previsão de elevação expressiva nas vendas é que os preços aumentaram menos do que em 2023. Neste ano, o reajuste foi de em torno de 5,2% - o menor em quatro anos, mas mesmo assim salgado para grande parte dos consumidores. A aposta é que, ante ovos mais caros, barras e caixas de bombons devem ser uma alternativa.
Outro motivo para preços menos salgados são as importações recordes de produtos - 3,35 mil toneladas, um avanço de 21,4% -, a queda de preços internacionais e a valorização do real ante o dólar - no ano passado a taxa de câmbio no período estava em torno de
R$ 5,20, agora está em R$ 5,00.
O bacalhau, outro produto típico da Semana Santa, segundo levantamento da CNC, está, em média, 3,2% mais barato do que no ano passado. Já o vinho subiu 2,8%. Na contramão, o destaque negativo foi o azeite, que está cerca de 45,7% mais caro neste ano.
A queda do preço do bacalhau - produto integralmente importado - também se deve ao aumento no volume de importações. Dados da Secretaria de Comércio Exterior apontam um salto de 69,9% ante a Páscoa de 2023, totalizando um recorde de 7,12 mil toneladas.
Se confirmado o volume recorde de vendas no varejo, o resultado significará o quarto ano seguido de crescimento. Motivo de celebração depois de duas datas frustrantes para o comércio em 2023. A Black Friday teve um recuo de até 15% no faturamento; o Natal registrou queda de 1,4% no varejo físico na comparação com 2022.