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Conceito de powershoring na área de energia abre oportunidades para o Rio Grande do Sul
Fontes limpas e renováveis contribuem na atração de empreendimentos
Dentro de um cenário de crise climática global, instalar plantas industriais em locais com disponibilidade de uma energia limpa, com qualidade de atendimento e preço competitivo é o conceito que está sendo chamado powershoring (power - energia e shoring - escoramento). E essa ideia favorece a possibilidade de atração de investimentos para o Brasil e também para o Estado.
O presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Guilherme Sari, é um dos agentes do setor que acredita que o Estado pode aproveitar essa tendência do powershoring. “O Rio Grande do Sul tem potencial de geração com diversas fontes de energia”, ressalta o dirigente. Sari cita como exemplo a biomassa (matéria orgânica), a hidreletricidade e a eólica.
Ele destaca ainda que os gaúchos também possuem tradição na área de geração distribuída solar (em que o consumidor produz sua própria energia com painéis fotovoltaicos). Além disso, o presidente do Sindienergia-RS comenta que o Estado tem prospectado oportunidades no segmento do hidrogênio verde. “O Rio Grande do Sul é a bola da vez”, acrescenta o coordenador do Grupo Temático de Energia e Telecomunicações da Fiergs, Edilson Deitos. Ele frisa que os gaúchos já têm um enorme potencial na área de energias renováveis para atrair empreendedores. “Sem falar na indústria eólica offshore (no mar)”, enfatiza o dirigente.
Somente em projetos eólicos offshore tramitando no Ibama há 24 iniciativas a serem instaladas no Rio Grande do Sul, que somam capacidade de 61.719 MW (mais do que seis vezes a potência instalada de todas as fontes de energia elétrica no Estado hoje). Outro ponto que verifica um excelente potencial para a produção eólica, diz Deitos, são as lagoas gaúchas. Além disso, o integrante da Fiergs recorda que nos últimos anos uma série de investimentos tem sido empregada no sistema de transmissão gaúcho, o que favorece o escoamento da energia.
O acesso a uma energia limpa e barata foi discutido recentemente no evento “Powershoring e a Neoindustrialização verde do Brasil – Perspectivas, Potencial, Políticas Públicas e Privadas”. Um dos participantes do encontro foi o vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. “A pergunta sempre foi: onde é que eu fabrico bem e barato? Agora, é: onde eu fabrico bem barato e consigo compensar as emissões de carbono?”, apontou Alckmin. Para ele, dentro desse panorama, o Brasil é a grande alternativa.