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Bancos e governo avançam em solução para rotativo
Haddad fala em medida em 90 dias
Embora ainda não tenham chegado a um acordo, os bancos brasileiros e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão mais próximos de uma solução para reduzir os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito. A negociação tem avançado sob o temor de que a decisão fique nas mãos do Congresso Nacional.
De acordo com fontes a par das discussões, há receio de que uma eventual aprovação da proposta inserida no projeto de lei que vai receber o conteúdo do Desenrola possa abrir precedente para tabelamento de juros também de outras modalidades.
Em entrevista na manhã desta quarta-feira (2) à EBC, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que uma solução para o rotativo sairá em 90 dias. Haddad afirmou que o governo federal vai contratar com o sistema bancário uma transição para um sistema melhor do que o atual. "Teremos um freio", disse o ministro.
De acordo com fontes a par das discussões, há receio de que uma eventual aprovação da proposta inserida no projeto de lei que vai receber o conteúdo do Desenrola possa abrir precedente para tabelamento de juros também de outras modalidades.
Em entrevista na manhã desta quarta-feira (2) à EBC, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que uma solução para o rotativo sairá em 90 dias. Haddad afirmou que o governo federal vai contratar com o sistema bancário uma transição para um sistema melhor do que o atual. "Teremos um freio", disse o ministro.
Na mira do governo Lula,
Discute-se neste contexto a possibilidade de impor restrições setoriais, enquanto a opção de limitar o número de parcelas sem cobrança de juros tem sido rechaçada. O parcelamento de compras sem juros no cartão de crédito virou tema de debate no setor financeiro brasileiro depois que grandes bancos apontaram esse segmento como um dos culpados pelas altas taxas de juros do rotativo dos cartões.
Na comparação com o mês anterior, quando a taxa atingiu 454%, houve um recuo de 16,7 pontos percentuais para a taxa de 437,3% ao ano em junho. No entanto, a autoridade monetária não vê até o momento uma tendência de queda na trajetória dos juros. Segundo Fernando Rocha, chefe do departamento de Estatísticas do BC, foi sobretudo um impacto de ponderação entre taxas.
Discute-se neste contexto a possibilidade de impor restrições setoriais, enquanto a opção de limitar o número de parcelas sem cobrança de juros tem sido rechaçada. O parcelamento de compras sem juros no cartão de crédito virou tema de debate no setor financeiro brasileiro depois que grandes bancos apontaram esse segmento como um dos culpados pelas altas taxas de juros do rotativo dos cartões.
Na comparação com o mês anterior, quando a taxa atingiu 454%, houve um recuo de 16,7 pontos percentuais para a taxa de 437,3% ao ano em junho. No entanto, a autoridade monetária não vê até o momento uma tendência de queda na trajetória dos juros. Segundo Fernando Rocha, chefe do departamento de Estatísticas do BC, foi sobretudo um impacto de ponderação entre taxas.