Secretário Guilherme Mello nega atuação política do Banco Central

A declaração ocorreu pouco depois dele dizer que não havia justificativa técnica para a manutenção do juros no Brasil no patamar atual. Desde agosto de 2022, a Selic está fixada em 13,75% ao ano e a expectativa do governo e mercado é de que o ciclo de cortes se inicie na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto.

Por Agência Estado

Conforme o BC, redução deve-se principalmente aumento do juro global
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou na tarde desta quarta-feira (19) que "nunca diria" que a atuação do Banco Central é política. A declaração ocorreu pouco depois dele dizer que não havia justificativa técnica para a manutenção do juros no Brasil no patamar atual. Desde agosto de 2022, a Selic está fixada em 13,75% ao ano e a expectativa do governo e mercado é de que o ciclo de cortes se inicie na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto.

• LEIA TAMBÉM:  sobre o tema. Ele ainda frisou que o Ministério da Fazenda mantém ótimas relações, lembrando que isso vale para antigos e novos diretores. A afirmação faz alusão a Gabriel Galípolo, ex-número 2 da Fazenda que tomou posse como diretor de Política Monetária do BC na semana passada.

Mello ponderou que sua avaliação está calcada na análise, sobretudo, de variáveis macrofiscais, mas que o BC avalia outros quesitos para fixar a taxa de juros.