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Déficit comercial da indústria química pode bater novo recorde em 2023

Por Nícolas Pasinato

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O déficit da balança comercial de produtos químicos caminha para ser o maior ou, pelo menos, seguir no mesmo patamar de 2022, quando atingiu o seu recorde. A projeção é feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos Cordeiro, com base nos últimos 12 meses (junho de 2022 a junho de 2023) desse indicador, que somou US$ 56,9 bilhões, sinalizando que o déficit neste ano deverá permanecer acima da média histórica. No ano passado, a diferença entre importações versus exportações foi de cerca de US$ 65 bilhões (US$ 82,6 bilhões em importações e US$ 17,7 bilhões em exportações).

Conforme números da Abiquim, no primeiro semestre, o déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos totalizou US$ 23,7 bilhões, resultado superior a grande parte dos déficits anuais nos últimos 30 anos. “A tendência é de que o setor bata o recorde de 2022, caso nenhuma medida seja tomada”, ressalta Passos.

Como forma de reduzir o déficit, ele cita que, de modo circunstancial, poderiam ser adotadas medidas de defesa comercial para combater a entrada de um grande volume de produtos químicos chineses e norte-americanos, que possuem um forte subsídio, além de um custo de matéria-prima menor. Passos destaca o caso da China, que tem deslocado a indústria doméstica, a partir de competitividade sustentada em matérias-primas russas adquiridas com preços favorecidos em razão da guerra no leste europeu.

O dirigente também ressalta a necessidade de reduzir o peso tributário do segmento, Indústria química manifesta apoio ao programa Gás Para Empregar