Empreendimentos de luxo são opção para público sênior em Porto Alegre

Magno Moinhos de Ventos é especializado em tratamento para pacientes que sofrem de Alzheimer e unidade do bairro Três Figueiras já tem previsão de entrega para setembro de 2023

Por Bárbara Lima

Arquitetura voltada para o público sênior é um diferencial do espaço
“Estima-se que tenhamos um aumento de 30% nos casos de doenças degenerativas todos os anos”. A informação é do médico Luciano Zuffo, sócio-fundador do Hospital São Pietro, grupo responsável pela administração do empreendimento Magno Moinhos de Ventos, projetado pela ABF Developments, um residencial para pacientes seniores com alto poder aquisitivo em Porto Alegre, no bairro homônimo, com 132 alojamentos.
Pensando na alta incidência deste tipo de enfermidade neurológica, o novo Magno Moinhos, que será lançado em agosto deste ano e tem previsão de finalizar suas obras em 2025, tem uma ala totalmente dedicada a pacientes que sofrem de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa – é o Memory Care, iniciativa pioneira no País.
“Nossos pacientes serão estimulados através de cores e por meio de uma arquitetura exclusiva capaz de causar uma desaceleração na doença”, explica o médico Luciano Zuffo.
A preocupação com o bem-estar e com a saúde de modo geral do público sênior de classes mais altas é o norte do empreendimento e se repete na outra unidade Magno, localizada no bairro Três Figueiras, com inauguração prevista para setembro de 2023.
Essa primeira iniciativa, em um dos bairros mais nobres e arborizados da capital gaúcha, teve um investimento de R$ 65 milhões. Ela também será administrada pelo grupo São Pietro. Em ambos os casos, os residenciais contam também com toda a infraestrutura de condomínios de luxo: academias, piscinas e restaurantes, além de consultórios médicos no local.
Com mensalidades que variam entre R$ 9 mil e R$ 16 mil, os hóspedes têm direito a atendimento premium e atividades que promovem saúde e bem-estar. O médico evidencia que o grande diferencial dos complexos da Magno é a estrutura. "Ela é pensada desde o início para atender o público sênior. Não é nada adaptado, é tudo projetado especificamente para eles”, considera.
Segundo Eduardo Fonseca, CEO da ABF Developments, o Magno Três Figueiras, que tem cerca de 113 alojamentos e está quase 100% vendido, nasceu da ideia de “preencher uma lacuna na atenção ao idoso e tem a intenção de reinventar o conceito de cuidado com este grupo”.
Os investidores da famosa economia prateada (definida como a economia que gira em torno do público com mais de 50 anos) ganham desconto caso queiram se hospedar no Magno e encontram no empreendimento uma forma de rendimento.
"É uma opção segura, de baixo risco e durável, pois trata-se de uma classe de ativos resiliente à recessão. Como a demanda é baseada nas necessidades do inquilino e não na economia, não é tão impactada por mercado de ações, desemprego e PIB", esclarece Eduardo Fonseca. Vale destacar ainda que o residencial é focado em pessoas com mais de 80 anos, mas recebe idosos a partir dos 60.

Alta taxa de longevidade atraiu o investimento para Porto Alegre

Para lidar com todas necessidades da terceira idade, o complexo será administrado pela São Pietro Saúde, que disponibilizará enfermarias por andar e atendimento especializado de acordo com as necessidades do paciente, sendo o grau 1, o quadro mais leve, e o grau 3, o quadro mais grave e que exigirá acompanhamento em tempo integral.
Quando perguntado por que Porto Alegre foi escolhida para sediar um dos primeiros "premier sênior living" e qual o principal diferencial do empreendimento, Eduardo responde: “A cidade é uma das que têm a maior taxa de longevidade do país”.
De fato, de acordo com os dados do IBGE, o Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de idosos do Brasil, enquanto a cidade de Porto Alegre é a capital brasileira com a maior concentração de idosos no país. Em 2060, as projeções mostram que serão 3,2 milhões de pessoas acima dos 65 anos no estado, praticamente um idoso para cada três pessoas.
O “Resort para a terceira idade”, como define Eduardo Fonseca, irá contar com programações diárias que envolvem hidroginástica, jardinagem, leitura e convívio intergeracional por meio de ações voluntárias com escolas da região.
As famílias também serão bem-vindas no empreendimento. “Muitos familiares querem viajar e não sabem com quem deixar os idosos. Assim, eles podem sair tranquilamente e quando desejarem, podem visitar os entes queridos no Magno. Tem café e terraço para lazer”, destaca.
Outro diferencial é que os familiares podem receber notícias atualizadas dos hóspedes em tempo real, já que são utilizadas tecnologias de ponta para monitorar a saúde dos pacientes, como botão de pânico e pulseiras que informam os sinais vitais. “Todo o projeto do Magno contou com a participação de 20 consultores em tecnologia e acessibilidade”, finaliza o CEO.