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Cupons de lojas de Inter e Grêmio trazem ações sociais

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Desde a semana passada, quem compra em grande parte das lojas das redes Grêmio Mania e InterShop, recebe, no cupom fiscal, informações sobre os projetos sociais mantidos pelos dois clubes. Além disso, a Regispel, criadora dos projetos Cupom Tricolor e Cupom Colorado, também reverte um percentual sobre o valor de cada bobina de papel fornecida às redes para o Instituto Geração Tricolor e para a Fundação de Esportes e Cultura do Sport Club Internacional.
O maior ganho para as instituições, segundo o gerente de marketing da Regispel, Giancarlo Pizzutto, é a mídia exposta nos versos dos cupons, que chegariam a 500 a cada bobina. “Quando se põe em larga escala, estamos falando de centenas de milhares de mídias. Isso vai fazer com que os torcedores interpretem que o clube não é só futebol, que tem algo a mais que acontece dentro deles, e deem a importância devida a isso”, comenta.
Os dois projetos são derivados do Cupom Solidário, que há 3 anos tem como beneficiado nacional o Instituto Ayrton Senna, e o Ticket Solidário, voltado ao verso de ingressos, cuja parceira é a Fundação Cafu. No Rio Grande do Sul, a escolha por Inter e Grêmio, segundo a Regispel, se deu pelo renome dos dois clubes e por abrangerem todo o Estado. Atualmente, 90% das franquias da Grêmio Mania e 85% das franquias da InterShop já aderiram aos projetos, que esperam alcançar a totalidade das lojas em um curto período.
Embora trabalhe também com outros produtos para automação comercial, como adesivos e ingressos, são justamente as bobinas para Emissoras de Cupom Fiscal que respondem pela maior parte do faturamento da Regispel, que deve crescer 10% em 2014 e chegar aos R$ 100 milhões no ano. Criada em 1988, a empresa tem sede em Itaquaquecetuba (SP), e um market share no mercado nacional de cerca de 20%.
Ao contrário do que se imagina, a empresa aposta que, com as mudanças nas legislações estaduais que passam a priorizar as notas fiscais eletrônicas, o consumo de papel aumente nos próximos anos. O motivo, segundo Pizzutto, é a inclusão de QR Codes nos recibos, que aumentarão o tamanho de cada cupom e, consequentemente, o consumo de papel. “O que pode acontecer no futuro é que o papel, que tinha características de papel-moeda, com fibras alvejadas, possivelmente perca essas características, mas o consumidor continuará o recebendo”, comenta Pizzutto.
Além das ações de personalização do verso, a empresa também oferece possibilidades de fabricar bobinas com aromas e promocionais para a indústria. “O cupom fiscal no Brasil tem um valor percebido só do cupom em si, é visto como commodity, insumo. A gente tem que dar um valor diferenciado para esse produto, e nossa intenção é de que seja a mídia”, comenta Pizzutto. “Acreditamos que o mercado deve aproveitar com um pouco mais eficácia esse produto”, continua o diretor, argumentando que, atualmente, só em bobinas fornecidas pela Regispel, são 6 bilhões de cupons fiscais emitidos anualmente no Brasil.