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Fortunati diz que cidade poderá ser excluída da Copa do Mundo

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A menos de três meses do início da Copa do Mundo, o Beira-Rio ainda vive indefinições antes de ter suas obras totalmente concluídas. Ontem, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT-RS), afirmou que o impasse em relação ao financiamento das estruturas temporárias do estádio pode tirar a Capital gaúcha do Mundial.
Fortunati condicionou a realização dos jogos da Copa em Porto Alegre à aprovação do Projeto de Lei 17/2014, que concede incentivos fiscais às empresas privadas que vão bancar as obras das estruturas temporárias, orçadas em R$ 30 milhões. O projeto está parado há quase um mês na Assembleia Legislativa gaúcha. A previsão é que a pauta seja votada hoje pelo plenário. A proposta contempla os equipamentos a serem usados no apoio ao evento a serem instalados no entorno do Beira-Rio, palco dos cinco jogos do Mundial, cuja obrigação cabe ao Internacional, conforme acerto com a Fifa.
“Se não for votado, estará definido que não teremos Copa do Mundo em Porto Alegre, porque não teremos como buscar recursos. A prefeitura não vai tirar dinheiro do seu orçamento para as obras, o Estado também não. Não tem plano B, nem plano C, nem plano Z”, destacou o prefeito. “Este é o ponto que representa hoje o gargalo em termos de realização da Copa do Mundo em Porto Alegre.”
Preocupado com o andamento da discussão, Fortunati deu a entender que a situação ainda pode ser definida nesta semana. “Amanhã, o vice-prefeito Sebastião Melo e o procurador Marcelo do Canto estarão no Rio de Janeiro em reunião convocada pelo COL (Comitê Organizador Local da Copa) para discutir exatamente as estruturas temporárias de Porto Alegre. Nós estamos em um situação difícil, mas temos de reconhecer que isso nos preocupa”, disse o prefeito.
Em audiência recente, o Ministério Público do Rio Grande do Sul enfatizou que mesmo que o Internacional consiga a aprovação da isenção fiscal, o Estado deverá ser ressarcido após a Copa. Por meio do presidente Giovanni Luigi, o clube negou que irá pagar as despesas. “As estruturas não são de competência do Inter. E, se não for definido, existe, sim, a possibilidade de não ter Copa em Porto Alegre”, afirmou o mandatário.