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Alejandro Brittes leva o chamamé aos Estados Unidos em turnê em setembro
Alejandro Brittes Quartet foram selecionados para levar a música iber-americana para mais de 20 shows em palcos estadunidenses
Sendo uma espécie de síntese da história da América do Sul, sendo feito de uma mistura das tradições indígenas, africanas e europeias, o Chamamé vai subir o continente e chegar aos Estados Unidos. O acordeonista, compositor, pesquisador e intérprete Alejandro Brittes embarca, em setembro, para uma turnê com mais de 20 apresentações no país norte-americano. Contemplado pelo programa Iber Exchange de Ibermúsicas e Mid Atlantic Arts Foundation, o artista foi um dos três selecionados para levar a música ibero-americana aos EUA.
O artista argentino fica até outubro no país e passa por alguns dos principais palcos estadunidenses ao lado dos músicos André Ely (violão de sete cordas), Carlos Eduardo de Césaro (contrabaixo), e Charlise Bandeira (Flauta), que formam o Alejandro Brittes Quartet. Além dos mais de 20 shows, a turnê ainda oferece palestras junto a universidades, destinadas a estudantes de cursos de ciências humanas e música. Nas oficinas, Brittes apresenta sua pesquisa sobre a história do Chamamé, registrada no livro A Origem do Chamamé - Uma história para ser contada, o qual escreveu junto com a pesquisadora Magali de Rossi.
Alejandro Brittes Quartet vai apresentar ao público a canção típica da macrorregião que compreende Argentina, Uruguai, Sul do Brasil, Chile, Bolívia e Paraguai. Mesclando a canção folclórica indígena com a música Barroca, trazida da Europa por missioneiros jesuítas, o Chamamé é declarado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco e expressa a cultura dos povos do cone sul.
“Fronteiras são forjadas politicamente. A fronteira cultural nós compartilhamos. É uma oportunidade de confraternizar e nos sentirmos irmãos, o que somos”, reflete Brittes. “O Chamamé tem um resultado positivo de encontro de duas culturas: o nosso Guarani e a musicalidade dos Jesuítas. Mescla a ancestralidade musical dos Guaranis — presente nos rituais, na sua maneira de contato com o universo, na sua maneira de cura, na maneira manter viva a terra — e por outro lado temos o Barroco, que condensa milhares de anos de história e que tem uma uma musicalidade que contemplou toda a cultura ocidental, se fazendo presente no mundo todo.”
Nos shows, o grupo vai apresentar alguns trabalhos de sua trajetória musical, levando para os palcos estadunidenses o seu nono álbum, (L)este (2022), que foca nas origens do Chamamé, dando ênfase às suas raízes barrocas. Gravado no Rio Grande do Sul, o disco traz instrumentos típicos do gênero latino, como violão, acordeon e percussão, adaptados a um arranjo de orquestra de câmara barroca. Além disso, o quarteto ainda leva músicas mais folclóricas, realçando o caráter indígena do Chamamé, trazendo também outros ritmos sul-americanos.
“Estou muito lisonjeado de poder levar a nossa música para lá, pode levar o carinho que temos por nossa terra, pela terra em geral, a mãe terra. E poder levar essa música que engloba o amor, a esperança de um mundo melhor.”
Nas palestras, Alejandro Brittes coloca seu lado pesquisador à dianteira e apresenta aos universitários estadunidenses a origem do gênero musical que condensa muito da cultura e história latino-americanas. Além da teoria, o músico ainda traz elementos técnicos do gênero para as aulas. “Vamos falar sobre as características que o Chamamé tem, tanto no lado ocidental, quanto no lado do Guarani. Trazer questões sobre por que que se dança no sentido anti-horário, como se deu a escolha de instrumentos, como o acordeon, o violão. Vamos trazer muito da parte de musicologia”, comenta.
Nascido em Buenos Aires, em berço chamameceiro, Alejandro Brittes desde cedo começou a perceber as convergências entre a música de concerto europeia e o chamamé. Aos 12 anos começou seus estudos no acordeon e seguiu essa trajetória musical até se tornar pesquisador, compositor e intérprete. Hoje, o músico mora em Porto Alegre, e depois de conhecer alguns estados do sul, sudeste e centro-oeste brasileiros, o músico percebeu como o gênero que esteve consigo desde a infância também integra outros lares, independente de fronteiras. “Me deparei com a importância e o carinho que se tem pelo Chamamé e por essa musicalidade que nos representa, que faz parte dessa microrregião”, diz.
O artista argentino fica até outubro no país e passa por alguns dos principais palcos estadunidenses ao lado dos músicos André Ely (violão de sete cordas), Carlos Eduardo de Césaro (contrabaixo), e Charlise Bandeira (Flauta), que formam o Alejandro Brittes Quartet. Além dos mais de 20 shows, a turnê ainda oferece palestras junto a universidades, destinadas a estudantes de cursos de ciências humanas e música. Nas oficinas, Brittes apresenta sua pesquisa sobre a história do Chamamé, registrada no livro A Origem do Chamamé - Uma história para ser contada, o qual escreveu junto com a pesquisadora Magali de Rossi.
Alejandro Brittes Quartet vai apresentar ao público a canção típica da macrorregião que compreende Argentina, Uruguai, Sul do Brasil, Chile, Bolívia e Paraguai. Mesclando a canção folclórica indígena com a música Barroca, trazida da Europa por missioneiros jesuítas, o Chamamé é declarado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco e expressa a cultura dos povos do cone sul.
“Fronteiras são forjadas politicamente. A fronteira cultural nós compartilhamos. É uma oportunidade de confraternizar e nos sentirmos irmãos, o que somos”, reflete Brittes. “O Chamamé tem um resultado positivo de encontro de duas culturas: o nosso Guarani e a musicalidade dos Jesuítas. Mescla a ancestralidade musical dos Guaranis — presente nos rituais, na sua maneira de contato com o universo, na sua maneira de cura, na maneira manter viva a terra — e por outro lado temos o Barroco, que condensa milhares de anos de história e que tem uma uma musicalidade que contemplou toda a cultura ocidental, se fazendo presente no mundo todo.”
Nos shows, o grupo vai apresentar alguns trabalhos de sua trajetória musical, levando para os palcos estadunidenses o seu nono álbum, (L)este (2022), que foca nas origens do Chamamé, dando ênfase às suas raízes barrocas. Gravado no Rio Grande do Sul, o disco traz instrumentos típicos do gênero latino, como violão, acordeon e percussão, adaptados a um arranjo de orquestra de câmara barroca. Além disso, o quarteto ainda leva músicas mais folclóricas, realçando o caráter indígena do Chamamé, trazendo também outros ritmos sul-americanos.
“Estou muito lisonjeado de poder levar a nossa música para lá, pode levar o carinho que temos por nossa terra, pela terra em geral, a mãe terra. E poder levar essa música que engloba o amor, a esperança de um mundo melhor.”
Nas palestras, Alejandro Brittes coloca seu lado pesquisador à dianteira e apresenta aos universitários estadunidenses a origem do gênero musical que condensa muito da cultura e história latino-americanas. Além da teoria, o músico ainda traz elementos técnicos do gênero para as aulas. “Vamos falar sobre as características que o Chamamé tem, tanto no lado ocidental, quanto no lado do Guarani. Trazer questões sobre por que que se dança no sentido anti-horário, como se deu a escolha de instrumentos, como o acordeon, o violão. Vamos trazer muito da parte de musicologia”, comenta.
Nascido em Buenos Aires, em berço chamameceiro, Alejandro Brittes desde cedo começou a perceber as convergências entre a música de concerto europeia e o chamamé. Aos 12 anos começou seus estudos no acordeon e seguiu essa trajetória musical até se tornar pesquisador, compositor e intérprete. Hoje, o músico mora em Porto Alegre, e depois de conhecer alguns estados do sul, sudeste e centro-oeste brasileiros, o músico percebeu como o gênero que esteve consigo desde a infância também integra outros lares, independente de fronteiras. “Me deparei com a importância e o carinho que se tem pelo Chamamé e por essa musicalidade que nos representa, que faz parte dessa microrregião”, diz.