{{channel}}
Barroco e rock se encontram em espetáculo Vivaldi Elétrico no Theatro São Pedro
Orquestra da Ulbra apresenta Vivaldi com roupagem roqueira de Frank Solari e Kiko Freitas neste fim de semana
Neste fim de semana, o Theatro São Pedro (praça Mal. Deodoro, s/n) vira palco para o violino de Antonio Vivaldi com os eletrizantes acordes do rock. Espetáculo inédito, Vivaldi Elétrico transforma em rock As Quatro Estações, uma das obras mais executadas do mundo. Com a guitarra de Frank Solari, a bateria de Kiko Freitas e o cravo de Eduardo Knob, a Orquestra da Ulbra traz para a era dos instrumentos elétricos o concerto de Vivaldi, sob regência de Tiago Flores. As apresentações acontecem no sábado (13), às 20h, e domingo (14), às 17h. Os ingressos estão à venda no site da casa, a partir de R$ 40,00.
“Se o Vivaldi tivesse guitarra elétrica no tempo dele, ele a utilizaria na sua música”, garante o maestro Tiago Flores. Capaz de traduzir as estações do ano, as emoções da natureza e a própria vida em um concerto para violino, Antonio Vivaldi (1678 -1741) era um dos mais ousados e experimentalistas compositores de sua época. Deixou uma obra que até hoje é reconhecida como cânone da música barroca e aparece como referência para composições atuais. Carregada de energia e vitalidade, a música do compositor italiano foi a escolhida para esse espetáculo inédito. Acostumados a transformar o rock em música clássica — por causa do Rock Clássico —, a Orquestra e o maestro agora têm o desafio de converter o erudito pro rock. “A gente toca muita música barroca com a Orquestra e eu vejo que o Vivaldi, dos compositores que a gente toca, é o que chega mais perto do rock”, explica.
Das cordas do violino para as cordas da guitarra, o processo de adaptação do concerto para o tom roqueiro mantém toda a instrumentação da orquestra e adiciona a guitarra e a bateria. A partitura é mantida original, e a tradução é feita por Frank Solari e Kiko Freitas para os seus respectivos instrumentos. Entre solos de violino e solos de guitarra, a bateria se encaixa harmonicamente, ora eletrizantemente roqueira, ora se adequando à idade do concerto. “A gente foi compondo para podermos ouvir a música do Vivaldi sem ser abafada pela bateria, nem ser abafada pela guitarra, mas fazer um conjunto, onde se pode ouvir tudo e apreciar os diversos timbres.”
Transpor uma música feita em 1723 para a guitarra, filha do século XX, não é uma tarefa fácil. A partitura, escrita para o violino, demanda notas que a guitarra não é capaz de abranger. Para isso, Solari encomendou uma guitarra adaptada, que consegue atingir o som do violino. “É uma guitarra especial que alcança as notas do violino, além das notas tradicionais. Uma guitarra adaptada especialmente para fazer esse show”, diz. Além do instrumento, Solari também se debruçou sobre a partitura, estudando horas e horas por dia, para conseguir traduzir a linguagem do erudito para a do rock.
Inserido na cultura da música clássica desde a infância, Frank Solari, aos 13, se encantou com os sons elétricos e distorcidos do rock e comprou uma guitarra: queria tocar rock. E tocou, muito. Mas a raiz clássica sempre esteve por perto, inclusive recebendo vários convites para tocar junto com orquestras. Agora, os dois temas se unem, ou mostram que nunca estiveram separados. “Eu não vejo muita separação”, diz Frank.
“A gente se acostuma, historicamente, a dividir em gêneros. Mas a música do mundo utiliza apenas 12 sons. E vão indo: oitava acima, oitava abaixo. Aquelas mesmas notas sempre... então matematicamente as combinações são limitadas. O que contribuiu pro rock foi a atitude. E essa atitude eu vejo em As Quatro Estações. Os momentos mais pesados, eu diria até que são heavy metal, se a gente for usar o termo ao pé da letra. É pesado e as cordas são de metal, então: heavy metal”, explica o guitarrista.
“Se o Vivaldi tivesse guitarra elétrica no tempo dele, ele a utilizaria na sua música”, garante o maestro Tiago Flores. Capaz de traduzir as estações do ano, as emoções da natureza e a própria vida em um concerto para violino, Antonio Vivaldi (1678 -1741) era um dos mais ousados e experimentalistas compositores de sua época. Deixou uma obra que até hoje é reconhecida como cânone da música barroca e aparece como referência para composições atuais. Carregada de energia e vitalidade, a música do compositor italiano foi a escolhida para esse espetáculo inédito. Acostumados a transformar o rock em música clássica — por causa do Rock Clássico —, a Orquestra e o maestro agora têm o desafio de converter o erudito pro rock. “A gente toca muita música barroca com a Orquestra e eu vejo que o Vivaldi, dos compositores que a gente toca, é o que chega mais perto do rock”, explica.
Das cordas do violino para as cordas da guitarra, o processo de adaptação do concerto para o tom roqueiro mantém toda a instrumentação da orquestra e adiciona a guitarra e a bateria. A partitura é mantida original, e a tradução é feita por Frank Solari e Kiko Freitas para os seus respectivos instrumentos. Entre solos de violino e solos de guitarra, a bateria se encaixa harmonicamente, ora eletrizantemente roqueira, ora se adequando à idade do concerto. “A gente foi compondo para podermos ouvir a música do Vivaldi sem ser abafada pela bateria, nem ser abafada pela guitarra, mas fazer um conjunto, onde se pode ouvir tudo e apreciar os diversos timbres.”
Transpor uma música feita em 1723 para a guitarra, filha do século XX, não é uma tarefa fácil. A partitura, escrita para o violino, demanda notas que a guitarra não é capaz de abranger. Para isso, Solari encomendou uma guitarra adaptada, que consegue atingir o som do violino. “É uma guitarra especial que alcança as notas do violino, além das notas tradicionais. Uma guitarra adaptada especialmente para fazer esse show”, diz. Além do instrumento, Solari também se debruçou sobre a partitura, estudando horas e horas por dia, para conseguir traduzir a linguagem do erudito para a do rock.
Inserido na cultura da música clássica desde a infância, Frank Solari, aos 13, se encantou com os sons elétricos e distorcidos do rock e comprou uma guitarra: queria tocar rock. E tocou, muito. Mas a raiz clássica sempre esteve por perto, inclusive recebendo vários convites para tocar junto com orquestras. Agora, os dois temas se unem, ou mostram que nunca estiveram separados. “Eu não vejo muita separação”, diz Frank.
“A gente se acostuma, historicamente, a dividir em gêneros. Mas a música do mundo utiliza apenas 12 sons. E vão indo: oitava acima, oitava abaixo. Aquelas mesmas notas sempre... então matematicamente as combinações são limitadas. O que contribuiu pro rock foi a atitude. E essa atitude eu vejo em As Quatro Estações. Os momentos mais pesados, eu diria até que são heavy metal, se a gente for usar o termo ao pé da letra. É pesado e as cordas são de metal, então: heavy metal”, explica o guitarrista.
As Quatro Estações é uma obra que exige muito do solista. Extremamente complexa, requer grande virtuosismo de quem for interpretar os solos, ainda mais se reproduzida em outro instrumento. Mas o concerto do padre italiano está em boas mãos: “o Frank é sensacional, é um baita guitarrista reconhecido no Brasil inteiro pela pela técnica, pela virtuosidade. E o Kiko Freitas também é considerado um dos maiores bateristas do Brasil. O currículo dele é um absurdo. Juntos com a Orquestra, só soma”, finaliza o maestro.